Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8776
Título: O contexto judaico da ‘Identidade cristã’ proposta no Novo Testamento
Autor: Lourenço, João
Data: 2007
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: LOURENÇO, João - O contexto judaico da ‘Identidade cristã’ proposta no Novo Testamento. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 37:1 (2007) 75-91
Resumo: A identidade judaica do período intertestamentário, mormente conotada com os fariseus, assentava naquilo a que podemos dar o nome de ‘privilégio da separação’ – ser judeu é ser separado, ser eleito e retirado do comum dos demais povos, especialmente separado dos gentios e dos idólatras. Uma tal identidade tinha por base um conjunto de doutrinas e de práticas que se consubstanciavam na chamada ‘tradição sinaítica ou exodal’, compendiada na teologia da Aliança e que fora transformada numa espécie de código normativo e jurídico que era a ‘Lei’ ou ‘Torah’ como forma de vida e manifestação de uma identidade própria e singular. Um dos elementos fundamentais que conferia a Israel a certeza de uma identidade específica que o separava dos demais povos era a sua convicção de que tinha recebido como missão santificar entre eles o ‘grande Nome de Deus’, o que constituía, ao mesmo tempo, uma tarefa sua e o fundamento da sua própria identidade. Desde a sua libertação e caminhada no Sinai Israel foi fazendo a experiência da santidade de Yahwé. Desde a revelação do Sinai que Deus foi manifestando a Sua santidade e isso constituirá um dos fundamentos essenciais da identidade bíblica e do judaísmo. A ruptura levada a cabo por Jesus com o judaísmo do seu tempo, mormente com os códigos do legalismo farisaico, é certamente o acto e o princípio fundador de uma identidade cristã ou, se quisermos, de uma identidade neotestamentária.
The Jewish identity of the intertestamental period, especially associated with the Pharisees, is based on what we might call ‘privilege of separation’ – to be Jewish is to be separate, to be chosen and apart from all other peoples, especially separate from gentiles and idolaters. This identity hinged on a set of doctrines and practices that were consolidated in the so-called ‘Sinai or Exodus tradition’, brought together in the theology of the Alliance and which had been transformed into a kind of normative and legal code which was the ‘Law’ or ‘Torah’, as a kind of life and manifestation of an individual and particular identity. One of the fundamental elements that conferred upon Israel the certainty of a specific identity, separating it from all other peoples was its conviction that it had received the mission of sanctifying the ‘great Name of God’ among themselves, which, at the same time, constituted both a task and the basis for its own identity. From the time of its liberation and journey in Sinai, Israel experienced the sanctity of Yahweh. From the time of the revelation of Sinai God manifested His sanctity and this would constitute one of the essential bases of Biblical and Jewish identity. The rupture that Jesus brought about with the Judaism of his time, especially with the codes of Pharisaic legalism, is certainly the act and the founding principle of a Christian identity or, if you like, of a New-Testament identity.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8776
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2007 - Vol. 037 - Fasc. 1

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