Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8769
Título: No princípio da Bíblia está o mito : a espiritualidade dos mitos de criação
Autor: Vaz, Armindo dos Santos
Data: 2007
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: VAZ, Armindo dos Santos - No princípio da Bíblia está o mito : a espiritualidade dos mitos de criação. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 37:1 (2007) 45-73
Resumo: Os primeiros onze capítulos da Bíblia sempre puseram especiais problemas à sua interpretação, em boa parte, por serem lidos em circuito fechado, no desconhecimento do seu contexto. A descoberta de mitos de criação na antiga Mesopotâmia, paralelos estreitos dos seus congéneres bíblicos, vem situá-los no seu contexto cultural específico e contribui para a sua compreensão teológica. Só é preciso reconhecer que as narrativas bíblicas da criação são mitos e contêm toda a rica espiritualidade dos mitos de criação. Estes são o resultado de uma intuição religiosa, de uma constante atitude contemplativa face às coisas e à existência humana: vêem-nas à luz de Deus, em relação com Deus e vêem Deus nelas. Visam interpretá-las, sublimá-las, dar-lhes o mais profundo sentido, sugerindo que a maneira mais elevada de olhar para elas é vê-las na dependência de Deus. Para isso, em forma de história, atribuem a sua existência a um acto criador de Deus “no princípio” de tudo o que existe. São, pois, essencialmente autênticos actos de fé e teologia narrativa.
The first eleven chapters of the Bible have always posed particular problems of interpretation, in large part because they are read in closed circuit, for want of knowledge of their context. The discovery of creation myths in ancient Mesopotamia, strictly parallel to their biblical relatives, places them in their specific cultural context and contributes to a theological understanding of them. It is just necessary to recognise that the biblical creation narratives are myths and contain the rich spirituality that creation myths possess. They are the result of a religious intuition, of a constantly contemplative attitude in relation to things and to human existence: they see these things and this existence in the light of God, in relation to God and they see God in them. They aim to interpret them, sublimate them, give them the deepest possible meaning, suggesting that the supreme way of looking at them is to see them as dependent on God. To achieve this, in the form of a story, they attribute their existence to a creative act of God “at the beginning” of all that exists. They are, then, essentially authentic acts of faith and theological narrative.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8769
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2007 - Vol. 037 - Fasc. 1

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