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Título: O rei e os deuses nos anais assírios
Autor: Carreira, José Nunes
Data: 2008
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: CARREIRA, José Nunes - O rei e os deuses nos anais assírios. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 38:2 (2008) 77-93
Resumo: Apesar das diferenças de concepções do exercício do poder e da narrativa dos sucessos, é ponto assente para Egípcios, Hititas e Assírios que as guerras se ganham por ajuda divina. Os Assírios têm fama de ser dos primeiros e mais sangrentos a praticar a «guerra santa», com os deuses por principais actores e beneficiários das guerras de conquista. Em inúmeras passagens dos chamados Anais, parece que a guerra é tarefa exclusiva dos deuses. Mas as mesmas expressões ocorrem com o rei por sujeito. O «terror do esplendor de Assur» coexiste com o terror do rei; as armas de Assur resplandecem nas armas do rei. Com toda esta simbiose de causalidades e valores divino-humanos há que falar em sinergismo entre os deuses e o rei. A função legitimadora e propagandística dos Anais não suprimiu a evidente intervenção da vontade humana. Não se prova a existência de «guerra santa» distinta de guerra profana e o mesmo deve valer para Israel e para todo o Antigo Oriente, se não mesmo para toda a antiguidade. Distinguir o «religioso» e o «profano» na vida social desses tempos representa um insustentável anacronismo.
Despite the differences that exist in conceptions of the exercise of power and of the narrative of successes, it is agreed that for the Egyptians, Hittites and Assyrians wars were won through divine support. The Assyrians are well known for being the first and bloodiest to practice ‘holy war’, with the gods as principal actors and beneficiaries of the wars of conquest. In innumerable passages in the so-called ‘annals’, it seems that war is this exclusive task of the gods. But the same expressions occur with the king as subject. The ‘terror of the splendour of Assur’ co-exists with the terror of the king; Assur’s arms shine in the arms of the king. With all this symbiosis of causalities and divine-human values, one must speak of a synergism between the gods and the king. The function of the annals for legitimisation and propaganda did not quash the evident intervention of human will. It is impossible to prove the existence of ‘holy war’ as distinct from ‘secular war’ and the same must be true for Israel and all of the Ancient East, if not indeed for the whole of antiquity. To distinguish between the ‘sacred’ and the ‘profane’ in the social life of those days constitutes an unsustainable anachronism.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8708
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2008 - Vol. 038 - Fasc. 2

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