Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8700
Título: Criação e nova criação : o que pensa o judaísmo intertestamentário?
Autor: Lourenço, João
Data: 2008
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: LOURENÇO, João - Criação e nova criação : o que pensa o judaísmo intertestamentário?. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 38:2 (2008) 67-76
Resumo: A teologia da ‘Criação – nova Criação’ é um dos dossiers mais ricos de toda a teologia bíblica. Trata-se de um debate que percorre toda a história bíblica, tanto naquela que se faz ad-intra, ou seja, o pensamento bíblico em diálogo com si mesmo, como naquela que se desenrola ad-extra, no confronto com as culturas e as mitologias dos povos circunvizinhos. As implicações deste debate não se limitam ao Pentateuco nem se ficam pela literatura cultual (por exemplo, Salmo 8). Alargam-se, de uma forma muito significativa, aos grupos e movimentos que representam o judaísmo intertestamentário, onde a questão, face à cultura grega, assume uma nova relevância. A fonte que inspira e alimenta a teologia da (nova) criação está no pensamento profético, mormente do Deutero-Isaías, no período pós-exílico e na teologia da ‘Nova Aliança’ de Jeremias e de Ezequiel e também na ideologia político-real que conheceu o seu desenvolvimento na exaltação do Templo e de Jerusalém como morada de Yahwé, através da mediação da dinastia davídica cuja missão era instaurar uma nova ordem social. Os textos sobre esta temática são abundantes, mormente na literatura apocalíptica e de Qumrãn. Aludo apenas a alguns: 1 Henoc 91, 15-16; 1 Henoc 45, 5--6; Jubileus 1, 23-25; 23, 26-32; 1QH 3, 28-35; 13,1.11-12; 15, 13-17; José e Asenath 8,11; 15,3-4.
The theology of the ‘Creation – new Creation’ is one of the richest fields in all of Biblical theology. It concerns a debate that permeates the whole of Biblical history, both ad-intra, in other words Biblical thought in dialogue with itself, as well as that which unfurls itself ad-extra, in comparison with the cultures and mythologies of the surrounding peoples. The implications of this debate are not limited to the Pentateuch nor are they restricted to cult literature (for example, Psalm 8). They move out, to a striking extent, to the groups and movements that represent intertestamentary Judaism, where the question, in the face of Greek culture, assumes a new relevance. The source that inspires and feeds the theology of the (new) creation is in the prophetic thinking, namely of Deutero-Isaiah, in the post-exile period and in the theology of the ‘New Alliance’ of Jeremiah and of Ezequiel and also in the real-political ideology that was developed in the exaltation of the Temple at Jerusalem as the dwelling of Yahweh, through the mediation of the Davidian dynasty, whose mission was to establish a new social order. There is a wealth of texts on this theme, namely in the apocaliptic literature and that of Qumran. I allude to just a few of these: 1 Enoch 91, 15-16; 1 Enoch 45, 5-6; Jubilees 1, 23-25; 23, 26-32; 1 Qumran Hebrew 3, 28-35; 13,1.11-12; 15, 13-17; Joseph and Asenath 8,11; 15,3-4.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8700
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2008 - Vol. 038 - Fasc. 2

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