Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8657
Título: A experiência de prestação de cuidados na perturbação mental grave : histórias de vida
Autor: Gonçalves, Alexandra Pereira
Orientador: Campos, Luísa
Data de Defesa: Jul-2010
Resumo: O presente estudo pretende aceder à experiência de prestação de cuidados (EC), na história de vida de cuidadores informais de uma pessoa com o diagnóstico de Esquizofrenia. Através de um guião de entrevista, adaptado de McAdams (1999), a três prestadores de cuidados informais (mãe, pai e irmão de uma pessoa com o diagnóstico de Esquizofrenia) explorámos a sua história de vida, em 3 momentos distintos (anterior e posterior ao diagnóstico de Esquizofrenia ou à percepção dos primeiros sinais e sintomas; e futuro). Foi utilizada uma metodologia qualitativa e construído um sistema de categorias, com base nos princípios da análise de conteúdo. Neste estudo, as dimensões positiva e negativa da EC coexistem, parecendo ser influenciáveis por diferentes variáveis. Cuidadores do género feminino, progenitores, que vivem e descrevem uma relação anterior conflituosa com o doente, sem ocupação ou reformados, com psicossintomatologia; que prestam cuidados a uma pessoa com diagnóstico de Esquizofrenia, com uma história passada de co-morbilidade com abuso de substâncias e sem ocupação, apresentam uma EC, predominantemente, negativa. Por outro lado, o cuidador irmão, que não vive e descreve uma relação anterior coesa com o doente, com idade jovem e empregado apresenta uma EC mais positiva. A estratégia de coping lidar com sintomas de stress é a estratégia mais referida como estando associada à dimensão negativa e positiva da EC. Quanto à percepção do futuro, ser mais novo e não viver com o doente estão mais associados a uma percepção positiva; enquanto ser cuidador principal, estar reformado, apresentar psicossintomatologia e percepcionar relações conflituosas intra-familiares, relacionam-se com uma percepção mais negativa do futuro. Neste estudo encontram-se limitações associadas a alguma dificuldade de verbalização de dois dos participantes e à co-morbilidade passada entre o diagnóstico de Esquizofrenia e o abuso de substâncias. Em investigações futuras, destaca-se a necessidade de dar continuidade ao corpo de investigação sobre a experiência de prestação de cuidados, realizando-se estudos que contribuam para a compreensão do papel (1) das características das famílias prestadoras de cuidados e de personalidade dos cuidadores; (2) do género nos irmãos cuidadores; e (3) da psicopatologia. Mais ainda, será importante explorar a EC de cuidadores de pessoas que apenas possuam diagnóstico de Esquizofrenia, comparativamente com aqueles que possuam algum tipo de co-morbilidade.
This study aims to access the caregiving experience (CE) in the life story of informal caregivers to a person diagnosed with schizophrenia. Through an interview guide, adapted from McAdams (1999), to three informal carers (mother, father and brother of a person diagnosed with schizophrenia) we explored the history of life on 3 different moments (before and after the diagnosis of schizophrenia or the perception of the first signs and symptoms; and future). We used a qualitative methodology and built a system of categories, based on the principles of content analysis. In this study, the positive and negative dimensions of the CE coexist, and seems to be influenced by different variables. Caregivers of the female gender, that are parents, that live with the patient and describe a previous conflicting relationship with the patient, that are unoccupied or retired, with psychopathological symptoms, who provide care to a person with schizophrenia and a past history of co-morbidity with substance abuse and no occupation, have a predominantly negative CE. Furthermore, the brother who provides care, who does not live with the patient and describes a cohesive relationship with him prior to diagnosis, who is young and employed has a more positive CE. The coping strategy to deal with stress symptoms is the most reported as being linked to positive and negative dimension of the CE. Regarding the perception of the future, being younger and not living with the patient is more associated with positive perceptions, while being a primary caregiver, being reformed, having psychopathological symptoms and perceiving intra-family relationships as conflicted, is related to a more negative perception of the future. In this study there are limitations associated with some difficulties in the verbalization of two of the participants and prior co-morbidity between the diagnosis of schizophrenia and substance abuse. In future research, we highlight the need to continue the body of research on the caregiving experience, carrying out studies that contribute to the understanding of the role of (1) the characteristics of families providing care and the personality of the caregivers (2) the gender of siblings caregivers, and (3) psychopathology. Moreover, it is important to explore the CE of caregivers of people who only have a diagnosis of schizophrenia, compared with those who have some kind of co-morbidity.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8657
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
FEP - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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