Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8609
Título: Integração na família de uma pessoa dependente no autocuidado : impacte da acção do enfermeiro no processo de transição
Autor: Campos, Maria Joana Alves
Orientador: Silva, Abel Paiva e
Brito, Alice
Data de Defesa: 2009
Resumo: A integração na família de uma pessoa que fica dependente, incapaz de realizar as actividades de autocuidado que sempre desempenhou, envolve um grande desafio pessoal e familiar, pois as pessoas envolvidas vêem-se obrigadas a desenvolver novas competências. O desempenho deste papel tem implicações na vida pessoal, familiar, laboral e social dos membros da família prestadores de cuidados, bem como da pessoa dependente. Perspectivando-se como um desafio aos enfermeiros no sentido de se constituírem como um recurso profissional para estas pessoas. A finalidade da investigação orientou-se para o aprofundamento do conhecimento sobre os processos de transição vividos pelas famílias quando um dos seus membros passa a estar dependente no autocuidado, no sentido da melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados aos clientes (indivíduo/família). Assim, desenvolveu-se uma investigação de natureza qualitativa de carácter longitudinal com a opção metodológica de estudo multicasos (Yin, 2003) para gerar os dados e o método proposto por Strauss & Corbin (1998, 2008) na Grounded Theory para os analisar. O estudo foi efectuado em contexto domiciliário. Os participantes foram seleccionados à medida que se foi procedendo à recolha e análise dos dados [entre Setembro de 2007 e Maio de 2008]. Realizaram-se 18 entrevistas temáticas, três a cada família, sendo a primeira no dia da alta, a segunda uma semana após e a terceira, um mês após o regresso a casa. A outra técnica de recolha de dados utilizada foi a observação participante. Esta transição complexa vai modificando ao longo do tempo. Há uma tendência para o aumento da consciencialização por parte dos membros da família, quer da pessoa dependente, quer dos prestadores de cuidados acerca da situação, o que facilita o envolvimento da família na situação, e por sua vez a transição. A mudança e diferença são marcadas pela dependência dum membro da família, impossibilitando-o de assumir os seus papéis familiares e sociais, dificultando as VI actividades de autocuidado. Face à mudança num dos elementos, os outros sentem-se implicados, começam a surgir alterações no seu dia-a-dia como consequência da focalização em torno da pessoa dependente e respectivas actividades de prestação de cuidados. No que se reporta às dificuldades em casa, as pessoas experimentam défices de informação e de habilidades, ou seja, necessitam de treino de competências, que por um lado, as obriga, frequentemente, a aprenderem por tentativa e erro, e por outro lhes produz falta de confiança e baixa percepção de eficácia, o que dificulta a transição. Quanto aos recursos, verifica-se um padrão no que respeita aos equipamentos, pois estes são disponibilizados ainda no hospital. Com o tempo, as famílias que têm possibilidade económica de adquirir mais equipamentos, para além da cama articulada, colchão antiescaras e eventualmente cadeira de rodas, fazem-no na tentativa de ajudar a pessoa dependente. As terapêuticas de enfermagem, que emergiram no estudo, capazes de influenciar positivamente a experiência da transição, têm ligação com os aspectos atrás referidos. Passam por, disponibilizar um contacto intenso e regular, que não é solicitado, mas sim antecipado às necessidades e disponibilizado às famílias; promover a integridade do processo familiar, ajudando as famílias a consciencializarem a transição, envolvendo-se nos cuidados; ajudar na organização da actividades da família, planeando os cuidados com a mesma e contratualizando uma agenda de cuidados; dotar as famílias de informação e treino de habilidades sobre os cuidados, por um lado, e sobre a promoção da autonomia por outro, e por fim, ajudar as família na gestão dos recursos da comunidade.
The integration into the family of a person who is dependent, unable to perform the selfcare activities that has always played, involves a great personal and familiar challenge as they feel they must develop new skills. The performance of this role has serious consequences in the family´s personal, professional and social life, as well as in the dependent person´s. So nurses are a professional resource for these people. The overall aim of this study is the development of a deep knowledge about the transition process lived by families whenever one of their members starts to be dependent on self-care concerning the best quality of nursing care provided the individual/family. So it has been developed a longitudinal qualitative research whose methods are multi cases study (Yin, 2003) in order to create the data and the method proposed by Strauss & Corbin (1998, 2008) in Grounded Theory in order to analyze them. The study was made at the families´ homes. The participants were selected as the data were collected and analysed (between September 2007 and May 2008). 18 thematic interviews were made, three in each family, the first one on the discharge day, the second one a week later and the third one after a month. The other technique used for data collecting was the participant observation. This complex transition is changing over time. There is a tendency for an increasing awareness of the families (the individual and the caregivers) about the situation. This makes the family´s envolvement and the transition easier. The changing and the difference are marked by the dependency of a family member, preventing him/her from performing his/her familiar roles and making impossible selfcare activities. Since one of the members has changed, the nuclear family feels envolved, their daily lives change as there is a focusing towards the dependent person and the care he needs. VIII Concerning problems and difficulties at home, people experience lack of information and capacity, that is to say, they need training ang skills, which, on the one hand makes them learn through trial and error and on the other hand produces lack of confidence and low perception of efficacy, which makes transition more difficult. As for resources, there is a pattern relating equipments, because you can get them at the hospital. As time goes on, families who can afford it, may get more equipments, such as wheelchair, in order to help the dependent person. The nursing therapeutics that emerged from the research, able to influence the experience of transition in a positive way, are linked with the items referred above: they envolve a regular deep contact, that is not required but anticipates the family´s needs and offered them; promoting the integrity of the family process, by helping families to be aware of the transition, involving themselves to the care; helping to organize the family activities, planning cares with them and establishing a care schedule; giving families not only information and skill training about care but also knowledge about autonomy promotion relating the dependent person, at last nurses should help families managing the community resources.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8609
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
ICS(P) - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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