Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8595
Título: Burnout, estratégias de Coping e qualidade de vida nos profissionais de saúde
Autor: Santos, Diana Martins dos
Orientador: Troviqueira, Ana Margarida
Costa, Eleonora
Palavras-chave: Burnout
Estratégias de Coping
Qualidade de Vida
Profissionais de Saúde
Burnout
Coping Mechanisms
Quality of Life
Health Professionals
Data de Defesa: 2011
Resumo: Os profissionais de saúde são uma das classes profissionais que mais enfrentam o stress ocupacional crónico. A presente investigação aborda o tema do burnout em médicos e enfermeiros, procurando estudar a associação entre os níveis de stress ocupacional crónico, as estratégias de coping utilizadas e a sua percepção de qualidade de vida. Foi recolhida uma amostra consecutiva de 100 participantes, 52 profissionais de enfermagem e 48 de medicina do ACES Grande Porto I e Grande Porto III. Foram aplicados quatro instrumentos de avaliação: o Questionário de Stress nos Profissionais de Saúde (QSPS); o Inventário de Burnout de Maslach (MBI-HSS); o Questionário de Coping (Brief-Cope) e um instrumento que avalia a Percepção da Qualidade de Vida (WHOQOL-BREF). Os resultados na avaliação dos níveis de stress na amostra total apontaram uma experiência profissional mais negativa relativamente às dimensões: excesso de trabalho e lidar com clientes. Relativamente ao burnout, os profissionais de saúde revelam níveis intermédios de exaustão emocional, níveis intermédios de realização pessoal e baixos níveis de despersonalização. Verificamos a utilização de estratégias de coping proactivas para lidar com situações de maior tensão no local de trabalho, nomeadamente, planear e coping activo. O nível de satisfação dos profissionais de saúde, relativamente às dimensões de qualidade de vida, revela valores altos, indicando uma percepção positiva de qualidade de vida. No estudo comparativo entre médicos e enfermeiros, constatamos: i) diferenças estatisticamente significativas entre os grupos no QSPS, evidenciando valores mais altos na dimensão relações profissionais e na dimensão carreira e remuneração pelos enfermeiros e na dimensão excesso de trabalho pelos médicos; ii) no burnout e nas dimensões da qualidade de vida, não se verificaram diferenças significativas entre médicos e enfermeiros; iii) no que concerne às estratégias de coping, encontraram-se diferenças estatisticamente significativas nas escalas planear e autoculpabilização, em que os médicos manifestaram classificações médias mais elevadas do que os enfermeiros. Foram discutidas as implicações destes resultados no desenvolvimento de futuras investigações que reforçam a necessidade de implementar programas de intervenção neste âmbito.
Health professionals are a class of professionals who often face chronic occupational stress. This research addresses the topic of burnout in physicians and nurses, where we try to study the association between levels of chronic occupational stress, coping mechanisms and their perceived quality of life. A consecutive sample of 100 participants, 52 nurses and 48 physicians, was collected in ACES Grande Porto I and Grande Porto III. We applied four assessment instruments: Questionnaire of Stress in Health Professionals (QSPS); Maslach Burnout Inventory (MBI-HSS); Coping Questionnaire (Brief-Cope) and an instrument that assesses the perception of quality of life (WHOQOL-Bref). The results from the assessment of stress levels showed a negative professional experience regarding the subscales: overwork and dealing with customers. Regarding burnout, intermediate levels of emotional exhaustion, intermediate levels of personal achievement and low levels of depersonalization were shown by health professionals. Proactive coping mechanisms to deal with stress, including planning and active coping, are used in the workplace. The dimensions of quality of life demonstrate the high values in the heath professionals´ level of satisfaction, indicating a positive perception of quality of life. In the comparative analysis between doctors and nurses, we verified: i) statistically significant differences between groups in the QSPS, demonstrating higher values in the subscales: professional relationships and career and remuneration in nurses and overwork in physicians; ii) with regard to burnout and the subscales of quality of life, there were no significant differences between doctors and nurses; iii) for coping mechanisms, there are significant differences in the subscale planning and self-blame, in which physicians expressed higher average scores than nurses. The implications of the results were discussed for the development of future research, which reinforces the need to implement intervention programs in this area.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8595
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
FF - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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