Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8526
Título: Detection of Pasteurellaceae in Laboratory Mice by Fecal PCR
Autor: Ribeiro, Tânia Sofia Aguiar
Orientador: Carvalho, Isabel Fidalgo
Mendes, Marta Vaz
Data de Defesa: 2011
Resumo: A utilização de animais de laboratório microbiologicamente definidos na investigação biomédica tem-se tornado prática comum nas últimas décadas. A uniformização microbiológica, com base na realização de testes de rotina aos animais em intervalos regulares, tem contribuído para a política dos 3Rs (Refinement, Reduction e Replacement). Permite a redução do número de animais utilizados na medida em que diminui a variação dentro e entre grupos experimentais, e desempenha um papel importante no refinamento do estado de saúde dos animais melhorando assim o seu bem-estar. Adicionalmente, tem reduzido os riscos para a saúde humana devido a zoonoses. O estatuto sanitário SPF (Specific Pathogen Free) foi desenvolvido para garantir a ausência de patogénicos específicos em animais de laboratório enquanto o estatuto sanitário SOPF (Specific Opportunistic and Pathogen Free) garante a ausência dos principais agentes oportunistas para além dos patogénicos específicos. Estas definições têm base numa detalhada lista de exclusão de agentes susceptíveis de infectar roedores e confundir resultados de experiências com animais, tal como os membros da família Pasteurellaceae. Entre estes, a Pasteurella pneumotropica é considerada o patogénico oportunista mais frequente e é geralmente isolada do tracto respiratório superior, pulmões, tracto genital e gastrointestinal. A patogenicidade deste organismo em ratos e murganhos imunocompetentes é considerada baixa, mas em animais imunodeprimidos pode levar ao desenvolvimento de pneumonia, conjuntivite e infecção dos tractos respiratório e genital. Contudo, graças à estrutura taxonómica irresoluta da família Pasteurellaceae e à ocorrência de outros taxa para além da P. pneumotropica, a FELASA recomenda a monitorização de roedores SPF para todos os membros desta família. As técnicas de diagnóstico disponíveis para a detecção de Pasteurellaceae incluem métodos bacteriológicos e caracterização imunológica e bioquímica. Estes procedimentos são morosos e por vezes produzem resultados indeterminados dada a diversidade fenotípica desta família bacteriana. Ensaios de PCR com base na sequência do gene 16S rRNA foram recentemente descritos como alternativas para a detecção de Pasteurellaceae. No entanto, os protocolos utilizados baseiam-se em métodos de amostragem invasivos que requerem o sacrifício dos animais. Neste estudo desenvolvemos um ensaio de PCR simples, não invasivo e específico para a detecção de Pasteurellaceae usando DNA isolado de fezes de murganhos. Discutimos ainda o impacto desta técnica não invasiva na avaliação da prevalência de Pasteurellaceae em roedores de laboratório.
The use of microbiologically defined laboratory animals in biomedical research has become standard practice in the last few decades. Microbiological standardization, based upon routine testing of the animals at regular intervals, has contributed to the 3Rs policy (Refinement, Reduction and Replacement). It allows the reduction of the number of animals used as it decreases the variation within and between test groups, and it plays an important role in the refinement of the overall health of laboratory animals thus improving their welfare. Additionally, it has reduced human health risks due to zoonotic diseases. Specific pathogen free (SPF) health status was developed to guarantee the absence of specific pathogens in laboratory animals whereas Specific Opportunistic and Pathogen-Free (SOPF) health status guarantees the absence of the major interfering opportunistic agents in addition to the specific pathogens. These negative definitions are based on a detailed exclusion list of agents which are likely to infect laboratory rodents and confound results from animal experiments, such as members of the Pasteurellaceae family. Among these, Pasteurella pneumotropica is considered to be the most frequently occurring opportunistic pathogen in laboratory rodents and it is usually isolated from the upper respiratory tract, lungs, genital and gastrointestinal tracts. The pathogenicity of this organism in immunocompetent laboratory mice and rats is regarded as low, but in immunodeficient animals it may lead to pneumonia, conjunctivitis, and respiratory and genital tract infections. However, due to the unsettled taxonomic structure of the Pasteurellaceae family and the occurrence of taxa other than Pasteurella pneumotropica, FELASA recommends the monitoring of SPF rodents for all Pasteurellaceae. The available diagnostic techniques for Pasteurellaceae screening traditionally include bacteriological methods, immunological and biochemical characterization. These procedures are time-consuming and sometimes yield indeterminate results due to the phenotypical diversity of this bacterial family. PCR assays based on the 16S rRNA gene sequence have recently been reported as alternatives to biochemical and culture methods for Pasteurellaceae detection. However, the protocols used are based on invasive sampling methods that require the sacrifice of animals. In this study we developed a simple, non invasive and specific PCR assay to detect Pasteurellaceae by using DNA isolated from mice feces. Furthermore we discuss the impact of this non-invasive technique in assessing the prevalence of Pasteurellaceae on laboratory rodents.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8526
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
ESB - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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