Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8448
Título: O espaço afectivo da fruição musical numa amostra de surdos profundos : preferências instrumentais e corporalidade do som
Autor: Filipe, Ana Rita Avelino Bernardes
Orientador: Ferreira, Joaquim Armando Gomes Alves
Santos, Eduardo João Ribeiro dos
Palavras-chave: Percepção Musical
Surdo Profundo
Self-Assessment Manikin
Envolvimento Corporal
Musical Perception
Profound Deaf
Body Engagement
Data de Defesa: 2010
Resumo: O ser humano encontra-se diariamente exposto a todo um conjunto de informações relacionadas com o mundo que o rodeia. Estas informações são recebidas através dos órgãos dos sentidos: visão, tacto, paladar, olfacto e audição. A percepção destes fenómenos envolve não só a recepção por parte do órgão sensorial, mas também a transmissão e processamento dessa mesma informação recebida (Rossing, 1989). Num mundo eminentemente sonoro, a audição desempenha um papel fundamental no que diz respeito à recepção de informação. Perceber as ondas sonoras ou o som como parte de uma linguagem musical, designa-se por percepção musical. Aqui, o ouvido é considerado o elemento primordial na recepção e envio de informações para o cérebro. Através de mecanismos de extracção e integração, o cérebro deverá agrupar os estímulos sonoros em pequenos grupos, consoante determinadas características. Aparentemente para o surdo, o acesso à música e consequente fruição, parece não fazer sentido, visto que não consegue acedê-la pela via habitual. Contudo, Haguiara-Cervellini (2003) demonstra que “independentemente do seu grau de perda auditiva, [os surdos] são sensíveis à música”. Reflectindo nos factores que poderiam determinar a aproximação ou distanciamento face à música, realizaram-se duas actividades distintas numa amostra de doze surdos profundos. A primeira consistiu na exploração livre de oito instrumentos musicais, previamente classificados de acordo com uma escala de envolvimento corporal. Coube a cada participante manifestar as suas preferências instrumentais recorrendo a uma versão papel e lápis do Self-Assessment Manikin. Na segunda actividade foram observadas seis performances musicais, devidamente identificadas do ponto de vista da expressividade e envolvimento corporal do executante, pedindo-se novamente aos participantes que manifestassem as suas preferências musicais. De acordo com os resultados, o envolvimento corporal é apontado como factor determinante na manifestação de preferências instrumentais e musicais, contribuindo para uma maior proximidade entre o surdo profundo e a música.
The human being is daily exposed to a whole range of information related to the surrounding world. This information is received through the senses: vision, touch, taste, smell and hearing. The perception of these phenomena includes not only the reception of part of the sensory organ, but also the transmission and processing of the same received information (Rossing, 1989). On an eminently resonant world, the hearing fulfills a vital role in what concerns the reception of information. Musical perception means understanding the sound waves or the sound like part of a musical language. In this case, the ear is considered the main element in the reception and sending the information for the brain. Through mechanisms of extraction and integration, the brain should be able to group the sound stimulus in small groups, according to certain characteristics. Apparently for deaf people, being able to reach music and musical fruition seems to make no sense what so ever, due to the fact that they can´t have access through the usual path. Nevertheless, Haguiara-Cervellini (2003) demonstrates that “regardless the degrees of hearing loss, deaf people are sensitive to music”. Thinking about what might determine the closeness or distancing towards music, two different activities were planned with a sample of twelve profoundly deaf people. The first one consisted on a free eight musical instruments handling, all previously classified on a body engagement” scale. It was asked each participant to show their instrumental preferences using a paper and pencil version of “Self-Assessment Manikin”. In the second activity, six musical performances were watched, all previously identified according to the expressiveness and “body engagement” of the performer. Once again they were asked to show their musical preferences. The results point “body engagement” as a determinant factor on the musical and instrumental preferences, contributing to a higher proximity between profoundly deaf people and music.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8448
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
ICS(L) - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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