Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/8223
Título: Viver com espinha bífida : um desafio na adolescência
Autor: Lourenço, Milene Correia Rodrigues Garcia
Orientador: Cunha, Madalena
Data de Defesa: Mai-2009
Resumo: ENQUADRAMENTO: A adolescência é um período de mudanças físicas, psicológicas e sociais. Em todo este processo de desenvolvimento podemos encontrar situações que para os adolescentes são consideradas situações de estress. Através da pesquisa bibliográfica realizada, verificámos que além dos factores de estress considerados normais, existiam outros factores que poderiam acrescer o nível de estress dos adolescentes, tal como uma doença crónica. No caso da Espinha Bífida, além de ser uma doença crónica, estão inerentes manifestações externas extensas, provocando limitações nas actividades de vida. Como tal é necessário perceber o nível de estress a que estes adolescentes se encontram sujeitos, bem como o modo como lidam com as situações inerentes às suas limitações. A escassez inerente a este tipo de estudos em Portugal fez desenvolver a necessidade de uma investigação neste âmbito. OBJECTIVOS: Como objectivos para este estudo pretendemos caracterizar a auto-estima dos adolescentes com espinha bífida, analisar as dimensões de estress e identificar o estilo de coping que o adolescente com espinha bífida utiliza face à doença. Pretendemos também analisar a relação existente entre as variáveis sócio-demográficas, de contexto familiar psicológicas e o estilo de coping do adolescente com espinha bífida. MÉTODOS: O modelo de investigação adoptado insere-se no tipo de estudo não experimental, de natureza transversal de cariz quantitativo. Possui características que o inserem num estudo exploratório descritivo. Neste estudo, articiparam 22 adolescentes com espinha bífida, dos quais 36,4% são raparigas e 63,3% são rapazes. Vivem com os pais, que na sua maioria possuem um estado civil casado e auferem um nível sócio-económico que varia entre médio e médio alto. Relativamente à colheita de dados foram utilizados os seguintes questionários: Questionário de caracterização sócio-demográfica, Índice de Graffar, Inventário de estress - Inventory of High School Students’ Recent Life Experiences (IHSS’RLE) de Kohn & Milrose (1993), adaptado para a população portuguesa, por Almeida e Matos (2003), Questionário de Coping para Adolescentes – Coping Across Situation Questionnaire (CASQ) de Sieffge-Krenke & Shulman (1990) de Cunha (2007), Escala de Auto-estima - The Self Perception Profile for College Students de Neemann & Harter (1986), adaptado para a população portuguesa por Ribeiro (1994). RESULTADOS: As raparigas com espinha bífida apresentam um nível mais elevado de autoestima do que os rapazes, (média de 19,82 e média de 13,75 respectivamente). As raparigas apresentam um nível de estress mais elevado do que os rapazes (media de 13,44 e média de 10,39 respectivamente). O género influencia de forma parcial os estilos de coping adoptados pelos adolescentes, na medida em que as raparigas utilizam mais estratégias de coping de afastamento em relação aos estudos, pais, amigos e colegas e namorada(o). Em relação aos 4 professores verificamos que existe uma diferença significativa, os adolescentes do meio rural utilizam em média mais estratégias de coping de afastamento do que os do meio urbano. O coping interno aumenta com o aumento da idade, em relação às dimensões namorado e futuro na escala de coping. Em relação à idade parental, quanto maior for a idade do pai, menos estratégias de coping activo e interno são utilizadas pelos adolescentes. Por sua vez os adolescentes com mães mais velhas apresentam menos estratégias de afastamento. CONCLUSÃO: Os adolescentes com espinha bífida utilizam coping disfuncional para variáveis relacionadas com as relações interpessoais. Devem portanto ser desenvolvidos programas multidisciplinares como treino de competências para estes adolescentes, bem como devemos trabalhar para que estes possuam uma rede de apoio social que lhes permita desenvolver as suas competências a nível relacional, melhorando deste modo a sua qualidade de vida promovendo um crescimento saudável. A auto-estima destes adolescentes também deve ser trabalhada neste âmbito, pois uma melhor auto-estima, leva a menores níveis de estress e como tal uma promoção da saúde. Por estes motivos é necessário ter em conta estas variáveis quando lidamos com um adolescente com espinha bífida na nossa prática diária.
FRAMEWORK: The adolescence is a period of physical changes, as well as psychological and social. In this development process, we can find all sorts of situations that are considered estressful for the adolescents. Through bibliographic research, we found that besides the usual estress factors, there were a number of other factors which could influence and increase the usual estress level, such as a chronic disease. In case of Spina Bifida besides being a chronic disease, there are a number of external manifestations of the disease, who transform this adolescent’s lives because of the limitations inherent to the disease. So it is necessary to realize the level of estress to which these adolescent as subdue to, as well as the way they deal with everyday situations. The lack of studies in Portugal related to this issue, made us realize the importance of an investigation in this area. OBJECTIVES: As objectives to this study it is our intention to characterize the self-esteem of adolescents with spina bifida, analyse the dimensions of estress and identify the coping styles that the adolescent with spina bifida uses towards the disease and analyse the relation between the variables social-demographic, psychological and the coping style of the adolescent with spina bifida. MÉTODOS: The investigational model is inserted in a type of study with non-experimental characteristics, transversal and of quantitative nature. It is a study of explorative and descriptive nature. 22 Adolescents with spina bifida participated,36, 4% girls and 63,3%. All of them live with their parents which have a social economical level that varies between medium and medium high. The protocol for gathering the information included the following questionnaires: Questionnaire of social-demographic characterization, Índice of Graffar, Inventory of estress - Inventory of High School Students’ Recent Life Experiences (IHSS’RLE) de Kohn & Milrose (1993), adapted for the Portuguese population, by Almeida e Matos (2003), Questionnaire of Coping to Adolescents – Coping Across Situation Questionnaire (CASQ) de Sieffge-Krenke & Shulman (1990) of Cunha (2007), Scale of self-esteem - The Self Perception Profile for College Students de Neemann & Harter (1986), adapted for the Portuguese population by Ribeiro (1994). RESULTS: Girls with spina bifida have a higher self-esteem than boys, (medium de 19,82 e medium 13,75 respectively). Girls also have a higher level of stress when compared with boys, (medium 13,44 e medium 10,39 respectively). The gender influences in a partial way the coping styles used by adolescents. Girls tend to use more withdraw when related to studies, parents, friends and boyfriends. Regarding the teachers it is significant to say that the adolescents that live in a rural area present withdraw strategies more often then those who live in a urban area. 6 The intern coping increases with the increase of the age of the adolescent with spina bifida, when related to the dimensions boyfriends, future and parents in the coping scale. The higher the father’s age, less active and internal coping strategies are used. In the contrary the higher the mother’s age is, less withdraw is used. CONCLUSION: The adolescents with spina bífida, use dysfunctional coping when related to variables regarding personal relationships. So, it is necessary to develop multidisciplinary programs as competence training for these adolescents, as well as it should be developed a good social support, to help these adolescents to develop their competences in a relational level, increasing in this way their quality of live and promoting a healthy development. The selfesteem of these adolescents should also be seen as something to improve in this area, since it as been associated to less stress levels. So, in our common practice we should have these variables in consideration, for a better performance in our daily practice.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/8223
Aparece nas colecções:ICS(P) - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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