Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/7992
Título: Aspectos da luta política e do republicanismo no contexto da diocese do Algarve
Autor: Duarte, Afonso da Cunha
Palavras-chave: Algarve
Diocese do Algarve
Diocese of Algarve
Data: 2011
Editora: Centro de Estudos de História Religiosa - Universidade Católica Portuguesa
Citação: DUARTE, Afonso da Cunha - Aspectos da luta política e do republicanismo no contexto da diocese do Algarve. Lusitania Sacra. Lisboa. ISSN 0076-1508. 2ª S. 24 (Jul. - Dez. 2011) 55-66
Resumo: A implantação da República no Algarve reflecte o rescaldo das lutas fratricidas do século XIX entre os partidários da fação de D. Pedro e de D. Miguel. O clero religioso e secular tomara parte na luta partidária e a Igreja no Algarve ficou totalmente desorganizada. A evangelização deixou de se fazer. Quando se implantou a República, uma parte dos que se diziam de cristãos eram anticlericais. D. António Barbosa Leão não ignorou a crítica política da situação reinante e a dicotomia dos que se diziam cristãos. Perante o mutismo e o encolher de ombros de muitos, enalteceu todos aqueles que espontaneamente, apesar das ameaças e opressões, viviam a fé. Evitou que se repetissem comportamentos e atitudes do século XIX. Não permitiu que o clero se intrometesse na política. Perante roubos e assaltos aos bens da Igreja e da perseguição feroz ao clero, diante do rol de acusações e discursos anticlericais, a Igreja no Algarve vai contrapor com uma nova evangelização, com realizações sociais e culturais e deixa de lado o discurso e o palavreado estéril e caceteiro. D. António Barbosa Leão fez da pena uma espada e defendeu a verdade como se defende a vida. Apesar de todos os dissabores e perseguições, defendeu os sacerdotes perseguidos, condenou o laicismo exacerbado e acabou por cantar vitória por se ter libertado do regalismo. O porta-voz foi o jornal diocesano «Boletim do Algarve».
The establishment of the Republic in Algarve reflects the aftermath of the fratricidal struggles of the 19th century between the supporters of the party of Dom Pedro and Dom Miguel. The religious and secular clergy took part in the partisan struggle and the Church in Algarve was totally disorganized. Evangelization was abandoned. When the Republic was established, a good number of those who claimed to be Christians were anticlerics. Bishop António Barbosa Leão did not ignore the critical politics of the prevalent situation and the dichotomy among those who claimed to be Christians. In the presence of mutism and the shrug of many, he extolled all those who spontaneously, notwithstanding threats and oppressions, lived their faith. He prevented the reoccurrence of the behaviours and attitudes of the 19th century. He did not allow the interference of the clergy in politics. In the face of lootings and assaults on the properties of the church and the ferocious persecution on the clergy, before multiples accusations and anticlerical speeches, the church in Algarve is going to respond with new evangelization, with social and cultural realizations, and put aside any discussion and unproductive idle talk and quarrelling. Bishop António Barbosa Leão wrote and defended the truth as if he was defending life. Irrespective of all disappointments and persecutions, he defended the persecuted clergies, condemned exaggerated laicism and ended up chanting victory for being liberated from regalism. The spokesman was the Diocesan Journal Bulletin of Algarve.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/7992
ISSN: 0076‑1508
Aparece nas colecções:RLS - Tomo 024 (2011)

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