Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/7947
Título: Desenvolvimento da competência ética dos estudantes de enfermagem : uma teoria explicativa
Autor: Pacheco, Maria Susana França e Sousa
Orientador: Vieira, Margarida Maria
Data de Defesa: 2011
Resumo: A enfermagem é uma profissão que exige conhecimentos próprios, sólidos, profundos e actualizados e a adequação constante dos cuidados a cada pessoa, num determinado momento e num dado contexto. Deste modo, os enfermeiros têm de desenvolver competências, de forma a mobilizarem os recursos de que dispõem e a prestarem cuidados adequados perante situações únicas e imprevisíveis. A competência ética é fundamental, uma vez que a responsabilidade e o respeito pelo outro estão na base de cuidados seguros e adequados. Este estudo, realizado com os estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada da Universidade dos Açores, teve por objectivo compreender como se desenvolve a sua competência ética ao longo do Curso de Licenciatura e desenvolver uma teoria explicativa, pelo que se usou como método a grounded theory. O relatório é constituído por cinco capítulos. No primeiro, salienta-se a pertinência do tema, tendo em conta dois aspectos: a necessidade e a importância do desenvolvimento da competência ética em enfermagem e a escassez de estudos do género, comprovada pela literatura existente e pelo “actual estado da arte”. No segundo, é referido o caminho metodológico, mencionando-se o tipo de estudo e método, os participantes envolvidos, os instrumentos utilizados e algumas considerações éticas a ter em conta. O terceiro capítulo consta da apresentação e discussão dos resultados e o quarto do desenvolvimento da teoria. No quinto capítulo são feitas as conclusões e apresentadas algumas sugestões. Conclui-se que a competência ética se vai desenvolvendo gradualmente ao longo do curso, seguindo geralmente um determinado padrão, o que depende de variados factores, nomeadamente: os conhecimentos adquiridos, os debates sobre situações reais, as experiências ao longo do curso, os contextos onde decorrem os ensinos clínicos e o tipo de orientação. Estes factores tanto podem ser facilitadores como inibidores da identificação do problema, reflexão, tomada de decisão e acção. Por exemplo, o tipo de orientação é fundamental, na medida em que enquanto alguns professores/orientadores são facilitadores do desenvolvimento dos estudantes – proporcionando tempo e espaços de debate e ajudando-os na reflexão, tomada de decisão e acção –, outros dão prioridade às técnicas e procedimentos e demonstram uma maior preocupação com o desempenho dos estudantes a esse nível. Um aspecto fundamental e muito referido pelos participantes é o facto de o seu estatuto de estudantes actuar como factor inibidor da acção pela falta de poder que sentem, por serem geralmente considerados como estranhos pelas equipas e pela insegurança ainda sentida, sobretudo em situações inesperadas e imprevisíveis.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/7947
Aparece nas colecções:R - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses
ICS(L) - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses

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