Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/4517
Título: O romantismo político do padre Marcos (1820-1851)
Autor: Carromeu, Francisco
Palavras-chave: Marcos Vaz Preto
Portugal
Século XIX
Data: 2008
Editora: Centro de Estudos de História Religiosa - Universidade Católica Portuguesa
Citação: CARROMEU, Francisco – O romantismo político do padre Marcos (1820-1851). Lusitania Sacra. Lisboa. ISSN 0076-1508. 2ª S. 19-20 (2007-2008) 15-40
Resumo: A actividade política do padre Marcos Vaz Preto foi intensa e coincidiu com o espaço temporal que fica entre as duas regenerações, a de 1820 e a de 1851. Foi figura central da reforma eclesiástica que o liberalismo levou a cabo em Portugal, facto que não lhe tem sido muito abonatório, dado tratar-se de um sacerdote. O padre Marcos quis compreender o seu tempo: pensou, discutiu, tomou partido, defendeu ideias e opôs-se a tantas outras, correu riscos, agiu, decidiu e justificou-se sempre. Católico, crente, romântico e liberal, nem sempre esteve ao lado das opções políticas adoptadas pela Igreja, principalmente quando esta, não entendendo que o tempo da história era outro, foi apoiando todas as propostas de regresso ao passado, mesmo quando as nações nelas não se reviam. A Igreja perdeu a oportunidade histórica de ser uma das autoras, a par da nação, do novo regime constitucional: era representativa, confundia-se com os valores nacionais e era por ela aceite. O nome do padre Marcos honrou a Igreja e a Maçonaria, honrou a liberdade e os princípios constitucionais, mas honrou ainda mais a nação e a sua religião.
The political activity of father Marcos Vaz Preto was intense and matches the period between the two regenerations (1820 and 1851). He played a central role in the ecclesiastic reform conducted by the liberalism in Portugal; this has not been a proper situation, as he was a priest. Father Marcos sought to understand his time: he thought, argued, defended ideas and opposed ideas, took risks, took action, decided and always justified himself. Catholic, believer, romantic and liberal, he did not always subscribe the political options of the Church, mostly when the Church, not understanding the historical time, supported every proposals of return to the past, even when the nations did not recognize it. The Church lost the historic opportunity to become one of the authors, side by side with the nation, of the new constitutional regime: it was representative, fulfilled the national values and was accepted by it. Father Marcos honoured the Church and the Masonry, honoured the freedom and its constitutional principles, but honoured even more the nation and its religion.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/4517
ISSN: 0076-1508
Aparece nas colecções:RLS - Tomo 019-020 (2007-2008)

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