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Título: As abadessas cistercienses na Idade Média: identificação, caracterização e estudo de trajectórias individuais ou familiares
Autor: Rêpas, Luís Miguel
Palavras-chave: Cister
Abadessas
Idade Média
Data: 2005
Editora: Centro de Estudos de História Religiosa - Universidade Católica Portuguesa
Citação: RÊPAS, Luís Miguel – As abadessas cistercienses na Idade Média: identificação, caracterização e estudo de trajectórias individuais ou familiares. Lusitania Sacra. Lisboa. ISSN 0076-1508. 2ª S. 17 (2005) 63-91
Resumo: Este artigo parte da caracterização do cargo abacial e das funções que lhe estavam inerentes para depois evoluir em torno da seguinte questão: que critérios orientavam a escolha de uma abadessa cisterciense na Idade Média? A identificação de algumas preladas e a apresentação de determinadas trajectórias individuais ou familiares permitem concluir que o poder e o prestígio que o exercício daquele cargo podia proporcionar a essas religiosas e às suas famílias motivaram insistentes interferências das linhagens na vida comunitária, sendo aqui colocadas em destaque as pressões exercidas aquando de cada nova eleição. Ingerências que, por serem inaceitáveis aos olhos de parte da comunidade conventual, ou porque a dividiam em clãs rivais, acabavam por originar complicados e demorados processos de contestação. Da presente análise transparece a permeabilidade das comunidades monásticas ao exterior e o entretecer de relações de solidariedade, baseadas no parentesco alargado e na constituição de clientelas, cujo sucesso acaba por justificar a perpetuação do governo de uma abadia nas mãos de uma mesma família ao longo de várias gerações.
This article starts with the characterization of the post of an abbess, and its inherent functions, and develops around the following question: which criteria guided the choice of a Cistercian abbess in the Middle Ages? The identification of some abbesses and the presentation of certain individual or family trajectories allow us to conclude that the power and prestige that the bearing of their position conferred to the nuns and their families caused recurrent interference by the lineages upon the communitarian life – our focus being applied to the pressures exercised whenever a new election took place. Interferences that, either by being unacceptable to some part of the conventual community, or because they divided it into rival clans, ended up originating complicated and long lasting contestation processes. The permeability of monastic communities to the outer world becomes apparent from this analysis, as does the intertwining of solidarity relationships, based upon a widened concept of consanguinity and the constitution of a clientele, whose success ends up justifying the perpetuation of an abbey’s ruling being in the hands of the same family throughout several generations.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/4487
ISSN: 0076-1508
Aparece nas colecções:RLS - Tomo 017 (2005)

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