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Título: D. Manuel de Almada, bispo de Angra: sua trajectória político-social e religiosa (? - 1580)
Autor: Veiga, Carlos Margaça
Palavras-chave: D. Manuel de Almada
Século XVI
Data: 2003
Editora: Centro de Estudos de História Religiosa - Universidade Católica Portuguesa
Citação: VEIGA, Carlos Margaça – D. Manuel de Almada, bispo de Angra: sua trajectória político-social e religiosa (? - 1580). Lusitania Sacra. Lisboa. ISSN 0076-1508. 2ª S. 15 (2003) 77-95
Resumo: D. Manuel de Almada foi um bispo cuja vida atravessou quase todo o século XVI, época de importantes mutações, algumas das quais se encontram reflectidas na sua trajectória e perfil pessoais. Com a reconstituição do seu itinerário apresenta-se um estudo de caso de um prelado que ascendeu a uma mitra insular – Angra –, em tempos de clima reformador marcado pelo concílio de Trento, embora antes de concluído, o que o torna figura paradigmática de uma época de charneira. Tal percepção levou a indagar sobre antecedentes relevantes como o estatuto social, ficando bem apurado ter nascido no seio de família com tradição de cargos na alta magistratura. A formação universitária em direito canónico e a ordem de presbítero abriram-lhe o caminho do serviço régio e da Igreja. Como cónego da sé de Lisboa e depois chantre servirá na Inquisição, a grande porta de acesso ao episcopado. Sem nunca ter visitado a diocese manter-se-á no exercício de cargos da órbita do poder central e do meio cortesão. Encontrava-se nesta dualidade de funções quando se abriu a grande crise de sucessão dinástica com a morte de D. Sebastião. Ao tornar-se seguidor de D. António, prior do Crato, desafiou o poder de Filipe II. Nesta luta procurou a morte aquele que até ao fim da vida teve o título de bispo de Angra embora há muito resignatário.
Bishop D. Manuel de Almada lived during almost the whole of the 16th century, a period of important transformations, some of which were to be reflected in his career and personality. In the reconstitution of his life, is present a case study of a prelate who rose to the diocesis of Angra – in the Azores Islands – during a period of reform marked by the Council of Trent, though prior to its conclusion, making him a paradigmatic figure of this epoch of change. This perception led to a questioning of relevant antecedents such as social standing, and it was found that he was born into a family with a tradition of high office in the magistrature. A university education in canonical law and priestly orders opened up the way to service to the Crown and to the Church. Canon of Lisbon Cathedral and later chanter, he was to serve in the Inquisition, the great gateway to the episcopacy. Though he never visited his diocese, he remained in office in positions within the sphere of central power and court life. It was during the period of duality of duties that the great crisis of dynastic succession broke out with the death of king Sebastião. On becoming a follower of D. António, the prior of Crato, he challenged the power of Filipe II. During this struggle, death was to reap one who, to the end of his life, held the title of bishop, though long retired, of Angra.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/4399
ISSN: 0076-1508
Aparece nas colecções:RLS - Tomo 015 (2003)

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