Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/20949
Título: Da legitimidade da posse das riquezas à luz de dois Sermões agostinianos (15/A e 50)
Autor: Pereira, Américo
Palavras-chave: Agostinho
bens
riquezas
posse
uso
Augustine
goods
riches
possession
use
Data: 2014
Editora: Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Teologia
Citação: PEREIRA, Américo – Da legitimidade da posse das riquezas à luz de dois Sermões agostinianos (15/A e 50). Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 44:2 (2014) 65-86.
Resumo: Este estudo mostra qual a posição de Santo Agostinho, na forma de textos que são momentos de pregação (Sermões 15/A e 50), acerca do direito à posse humana da riqueza, quer dizer, dos bens em geral: a mesma posse apenas encontra sentido pleno próprio na relação com o seu bom uso. Não se trata de uma finalidade extrínseca, mas de uma finalidade intrínseca a este mesmo uso. Assim sendo, o direito à posse de bens depende do bom uso a que estes se destinam. A posse não é, assim, um direito absoluto, talvez vazio de razão fundadora, mas constitui um direito relativo, dependendo, deste modo, de um bem a que a mesma riqueza se encontra teleologicamente apontada. Tal é válido para a posse de qualquer riqueza, mesmo do acto do próprio ser, o que implica que só se tem direito à posse do próprio ser se este for usado no sentido do bem do todo universalmente entendido.
This study manifests Saint Augustine’s position, in the form of texts that are moments of preaching (Sermons 15/A and 50), concerning the right to the human ownership of riches, that is to say, of goods in general: this possession just finds its whole justification in its relation to its good use, to its use as a contribution to the universal good. This is not an extrinsic but an intrinsic finality of the use of riches. Thus, the right to the use of riches depends on the good use there are destined to. Possession of riches is therefore not an absolute right, perhaps destitute of founding reason, but constitutes a relative right, that derives its rightness from the goodness of that to what it proposes itself to achieve. This applies to the possession of any riches, so it applies also to the possession of one´s own being, possession that is justified only if it is used in the service of the universal good.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/20949
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2014 - Vol. 044 - Fasc. 2

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
V04402-65-86.pdf87,76 kBAdobe PDFVer/Abrir    Acesso Restrito. Solicitar cópia ao autor!


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.