Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/18591
Título: Michael Oakeshott e a tradição da liberdade : a ideia de liberdade na teoria política de Michael Oakeshott
Autor: Almeida, Carlos Manuel Meco Marques de
Orientador: Espada, João Carlos
Data de Defesa: 20-Fev-2015
Resumo: A presente dissertação ensaia uma análise e uma crítica da ideia de liberdade na teoria política de Michael Oakeshott. A análise crítica conduz a um entendimento da liberdade que resiste a uma categorização normativa simplificada, exibindo no entanto um elevado grau de coerência interna sem nunca constituir uma visão compatível com a existência fundacional de uma teoria geral da liberdade. Argumenta-se que, num primeiro momento, a liberdade exibe um carácter implícito num contexto fortemente assinalado pela influência de uma perspectiva filosófica derivada do Idealismo Britânico. No referido contexto, a liberdade só se revela como uma categoria presente através da contínua interpelação do texto filosófico relativamente às hipotéticas implicações teóricas e permanentemente tácitas. Neste enquadramento, a liberdade exibe uma dimensão metafísica, moral, pré-política. Mais ainda, será permanente uma tensão entre um entendimento compatível com o conceito de liberdade negativa e uma percepção conciliável com uma concepção de liberdade positiva. Uma hipótese explicativa aponta para a presença de uma versão individualista da liberdade positiva, um entendimento da ideia de liberdade como a não restrição das opções. Por sua vez, num segundo e definitivo momento, argumenta-se que a liberdade exibe um carácter explicitamente político e adopta uma configuração associada a um particular modo de vida. Suportada no concreto político, garantida pela regra da lei, a liberdade afirma-se como um conjunto de direitos, deveres e liberdades, inscritos na história e no tempo de uma tradição política. Esta dimensão da liberdade projecta-se como um modelo de liberdade conservador. Por outro lado, e como consequência observável do modelo conservador, a liberdade exibe uma conformação em tudo compatível com a prevalência de uma liberdade negativa. Como tal, a ideia de liberdade exibe um núcleo conservador e uma superfície liberal. Em formulação alternativa, Michael Oakeshott apresenta uma concepção conservadora da liberdade liberal, pois procede a uma filiação da liberdade liberal numa percepção conservadora da liberdade. Na economia política da civilização do Ocidente, na proporção original de uma tradição da liberdade, o entendimento Oakeshottiano reflecte por excelência o modus vivendi de uma sociedade progressiva e industriosa na conjugação de uma tradição de comportamento. A exacta liberdade que representa também a afirmação de um conservadorismo de matriz eminentemente civilizacional.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/18591
Aparece nas colecções:IEP - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses
R - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses

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