Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/18277
Título: A contabilidade de cobertura de fluxos de caixa de empresas do PSI-20
Autor: Correia, António Fernando de Oliveira
Orientador: Anacoreta, Luísa
Palavras-chave: Contabilidade de cobertura de fluxos de caixa
Sector não financeiro do PSI-20
Cobertura contabilística
Cobertura económica
IAS 39
IFRS 9
Data de Defesa: 20-Jan-2012
Resumo: O tema da contabilidade de cobertura comporta uma diversidade de particularidades, que o tornam apelativo para efeitos de investigação. Da revisão de literatura efectuada, constata-se que os trabalhos de investigação empírica efectuados nesta matéria se encontram direccionados, sobretudo, para a análise de vantagens e desvantagens de adopção da referida opção contabilística. Considera-se, no entanto, que seria útil interpretar as conclusões proporcionadas pela referida literatura, à luz da observação de dados reais. Será que, tendo em consideração vantagens e desvantagens da contabilidade de cobertura, se está perante uma opção que é exercida e, portanto, valorizada pela generalidade do mundo empresarial? Qual o grau de adesão à referida opção contabilística? Haverá um grande afastamento entre os conceitos de cobertura económica e cobertura contabilística? Centrando-se num particular tipo de contabilidade de cobertura, a contabilidade de cobertura de fluxos de caixa, em empresas do sector não financeiro do PSI-20 e num período de análise de seis anos (2005-2010), o presente trabalho procura responder à questão enunciada, analisando criticamente as decisões tomadas a esse nível, tendo por base a leitura de relatórios e contas, as conclusões recolhidas da já referida literatura e o próprio contexto de mudança de normativo de relato financeiro (substituição da IAS 39 pela IFRS 9). Assim, no segundo capítulo, é efectuada uma revisão de literatura, tendo em vista o enquadramento teórico da matéria em análise, de forma a captar-se a diversidade de aspectos teóricos que envolvem a mesma. Deste modo, desenvolvem-se primeiramente os temas da cobertura de risco e instrumentos financeiros derivados, com particular incidência nos swaps, dado tratarem-se dos instrumentos mais usados nos mercados over-the-counter, quer a nível nacional, quer internacional. Em seguida, é efectuado o enquadramento teórico da contabilidade de cobertura à luz do normativo internacional de contabilidade, com a apresentação de uma exemplificação prática dos principais conceitos subjacentes à adopção desta opção preconizada na IAS 39. Posteriormente, faz-se uma exposição das investigações empíricas recolhidas sobre o tema em análise, expondo, por um lado, os contributos de investigação proporcionados até à data de hoje e, por outro, demonstrando em que medida o presente trabalho complementa, de algum modo, esses mesmos contributos. Por último, no terceiro capítulo, apresenta-se, então, a metodologia de investigação adoptada, bem como os resultados da própria observação empírica efectuada, relativamente à propensão da gestão das maiores empresas portuguesas do sector não financeiro para a adesão à contabilidade de cobertura, bem como a respectiva análise crítica. As conclusões apontam para um elevado grau de adesão, bem como para uma forte consistência na relação entre a imaterialidade de efeitos em resultado e os casos de não adopção. Contudo, a tendência de adesão não é extensível a todos os derivados da cada empresa, verificando-se com alguma frequência situações de não adopção, que evidenciam falta de correspondência entre cobertura contabilística e cobertura económica. Se por um lado, nas situações de adopção, parece ser dado valor ao efeito informacional que a referida opção contabilística comporta, por outro lado, as situações de não adopção têm fundamento comum na rigidez de critérios de designação da IAS 39, sendo este, aliás, um dos factores que se encontra na base do projecto de substituição da IAS 39 pela IFRS 9. Questões como custos de agência, custos de obtenção de informação, imaterialidade de efeitos, qualidade da gestão, efeitos macroeconómicos e a própria concepção económica das operações efectuadas, que poderá incluir factores geradores de ineficácia futura, embora não referidos em anexo, poderão também explicar algumas das situações de não adopção.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/18277
Aparece nas colecções:FEG - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
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