Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/18165
Título: Uma carta de vilões? A imprensa e a Lei dos Direitos Humanos
Autor: Gies, Lieve
Palavras-chave: Enquadramento
Lei dos Direitos Humanos
Imprensa nacional
Narrativas
Framing
Human Rights Act
National press
Storytelling
Data: 2012
Editora: CECC - BOND
Citação: GIES, Lieve – Uma carta de vilões? A imprensa e a Lei dos Direitos Humanos. Comunicação & Cultura. Lisboa. ISSN 1646-4877. 14 (Outono-Inverno 2012) 57-84
Resumo: A Lei dos Direitos Humanos de 1998 (HRA), uma peça fundamental do campo legislativo que visa o reforço da proteção dos direitos humanos no Reino Unido, tem sido alvo de uma cobertura noticiosa negativa por parte da imprensa desde que entrou em vigor. Os apoiantes desta legislação estão preocupados com o facto de esta estar a ser retratada como uma «carta de vilões», que apenas beneficia os elementos menos merecedores da sociedade. Este artigo analisa os enquadramentos que os jornais têm aplicado aos acontecimentos mais relevantes que envolveram a HRA, não descurando também uma visão geral das reportagens quotidianas sobre o tema. Os resultados sugerem que os enquadramentos são muito mais subtis e diversificados do que se poderia ser levado a pensar a partir do epíteto «carta de vilões». A partir da cobertura noticiosa da HRA em jornais de grande formato quando a lei entrou em vigor na Inglaterra e no País de Gales, demonstrar-se-á como, nesta ocasião em particular, a cobertura revelou diferenças ideológicas assinaláveis. Por outro lado, e tendo em conta um outro acontecimento decisivo no contexto do debate sobre os direitos humanos, que foi a introdução do controverso projeto do Cartão de Identidade, é evidente que o assunto atraiu a imprensa de forma unânime, ainda que nessa ocasião o debate tivesse sido conduzido numa linguagem mais direcionada para a questão das liberdades civis do que dos direitos humanos. Por fim, considerando a cobertura noticiosa dos tabloides sobre um acórdão histórico proferido pelo Comité de Apelo da Câmara dos Lordes, este artigo analisa ainda a identidade daqueles que são qualificados como vítimas merecedoras nas narrativas dos tabloides sobre a HRA.
The Human Rights Act 1998 (HRA), a key piece of legislation aimed at enhancing the protection of human rights in the United Kingdom, has suffered from a bad press for as long as it has been in existence. Supporters of the legislation are concerned that it is being portrayed as a “villains’ charter” which benefits only the least deserving in society. This article analyses the newspaper frames that have been applied to landmark events involving the HRA, while also giving an insight into run-of-the-mill reporting. The findings suggest that the framing is more subtle and more nuanced than the “villains’ charter” epithet suggests. Focusing on broadsheet coverage of the HRA when the legislation came into force in England and Wales, it will be shown how the coverage on this occasion revealed some striking ideological differences. On the other hand, considering another milestone in the rights debate, the introduction of the controversial Identity Card scheme, it is apparent that the issue attracted a unanimous press, even if the discussion on that occasion tended to be couched in the language of civil liberties rather than that of human rights. Finally, considering tabloid coverage of a landmark ruling by the Appellate Committee of the House of Lords, the article considers who qualifies as a worthy victim in tabloid narratives about the HRA.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/18165
ISSN: 1646-4877
Versão do Editor: http://comunicacaoecultura.com.pt/?page_id=162&category=3&product_id=16
Aparece nas colecções:RCC - 014 - 2012 - Media e Crime

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