Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/18099
Título: Recomposição social pelo trabalho com oficinas de emprego: Um projeto de investigação-ação
Autor: Figueiredo, Amélia
Garcia, Medeiros
Seabra, Paulo
Vidal, Rasquilho
Santos, Sarreira
Palavras-chave: Intervenção Comunitária
Recomposição Social
Oficinas de Emprego
Investigação acção;
Saúde Mental Comunitária
Data: Mai-2015
Citação: FIGUEIREDO, Amélia Simões [et al.] - Recomposição social pelo trabalho com oficinas de emprego: um projeto de investigação-ação. In INTERNATIONAL SEMINAR ON NURSING RESEARCH, 9th, Porto, 2015 – Proceedings. Porto : Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Ciências da Saúde, 2015. Disponível em WWW:<URL: http://www.porto.ucp.pt/sites/default/files/files/ics/ISNR/ISNR_EBook_2015Final.pdf>. ISBN 978-989-97041-3-8. p. 50
Resumo: Introdução: Na sequência da realização do Diagnóstico da situação de saúde dos utilizadores do Balneário Público de Alcântara em 2014, e no que diz respeito à caracterização sociodemográfica emergiu, de entre uma serie de conclusões passíveis de intervenção local, um perfil de utilizador. Este utilizador é preferencialmente um homem solteiro, na faixa etário dos 42-49 anos, residente em Alcântara e de nacionalidade Portuguesa. Relativamente à caraterização socioeconómica, aqueles utilizadores vivem sem qualquer fonte de rendimento, em situação de sem abrigo ou habitação precária, recorrendo assim ao BP por motivos económicos. Já no que se refere à caracterização da situação de saúde sublinhe-se o facto da maioria dos utilizadores não ter feito vigilância de saúde no último ano, não possuir médico de família apesar da existência de comorbilidades com destaque para a patologia do foro da Saúde mental, cardiovascular e infeciologia. Nesta continuidade, temos como finalidade contribuir para a promoção da saúde e dignidade dos utilizadores de dois balneários públicos municipais da cidade de Lisboa através de oficinas de emprego. Assim, o projeto que ora se apresenta equaciona-se entre um estudo propedêutico e um estudo principal. No primeiro caso os objetivos remetem-nos para: Caracterizar outros balneários públicos de Lisboa enquanto recurso comunitário; Caracterizar os utilizadores daqueles balneários públicos municipais; Identificar os recursos sociais e de saúde na área de abrangência e fazer o diagnóstico da situação de saúde dos utilizadores. Já no estudo principal pretende-se: Identificar um grupo de utilizadores tipo do balneário público municipal de Alcântara que queiram integrar o projeto de investigação ação; Identificar os recursos sociais e de saúde disponíveis aos utilizadores do balneário; Desenvolver oficinas de emprego para os utilizadores do BP fregueses de Alcântara. Metodologicamente estamos perante um estudo comparativo num primeiro tempo e numa abordagem de perfil investigação-ação num segundo.Num primeiro tempo empírico realizaremos o Diagnóstico da Situação de Saúde dos utilizadores de outros BP de Lisboa. Num formato de estudo descritivo simples que decorre da aplicação de um formulário, já aprovado pela Comissão de Ética para a Saúde da ARSLVT (Proc.042/CES/INV/2014). Prevê-se o tratamento dos dados quantitativos do formulário com recurso à estatística descritiva (Programa SPSS22) e para as questões abertas a utilização da técnica da análise de conteúdo1,2,3. Num segundo tempo empírico proceder-se à identificação de um grupo de utilizadores tipo do BP de Alcântara que consintam integrar o estudo e a equipa de investigadores, mediante a ligação ao trabalho, numa abordagem de investigação ação. Constituiremos assim, duas equipas de investigação, dinamizadoras do processo investigativo e, com recurso a entrevistas semiestruturadas, metodologia de oficinas de emprego ligadas ao centro de emprego ou ao município, promover-se-á o desenvolvimento local/territorial com recomposição social dos munícipes5. A entrada no campo empírico teve lugar no mês de março através das consultas de Enfermagem. Esta estratégia será utilizada para, mediante o consentimento informado e esclarecido, se engrossar a equipa de investigação-acção, com um grupo de utilizadores constituído entre 3 a 5 pessoas. A equipa consultora transversal, integrará a equipa A ou B de acordo com as necessidades sentidas, simultâneamente norteada pelos alicerces da intervenção comunitária5. Os resultados de saúde sublinham que este espaço municipal carece da implementação de estratégias de intervenção comunitária na promoção e na gestão dos processos de saúde/doença dos seus utilizadores com vista à reinserção social por via do trabalho. Importa ainda continuar a agilizar a rede de recursos de saúde comunitários existentes na tentativa de os rentabilizar. Em conclusão podemos referir que o desenvolvimento deverá assentar num processo permanente de investigação-ação4,5 em que a teoria se alimenta da ação com reciprocidade, na construção coletiva do conhecimento e das práticas envolvendo todos os atores, mesmo os excluídos socialmente capacitando-os para o processo de recomposição social.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/18099
ISBN: 978-989-97041-3-8
Versão do Editor: http://www.porto.ucp.pt/sites/default/files/files/ics/ISNR/ISNR_EBook_2015Final.pdf
Aparece nas colecções:ICS(P) - Resumos em actas / Abstracts in proceedings
ICS(L) - Resumos em actas / Abstracts in proceedings

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