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Título: As novas celebridades dos plateaux informativos: o primado da opinião de uma elite de jornalistas
Autor: Lopes, Felisbela
Palavras-chave: Informação Televisiva
Convidados
Confraria dos plateaux
Television news
Guests
Television studio brotherhood
Data: 2011
Editora: CECC - BOND
Citação: LOPES, Felisbela – As novas celebridades dos plateaux informativos: o primado da opinião de uma elite de jornalistas. Comunicação & Cultura. Lisboa. ISSN 1646-4877. 12 (Outono-Inverno 2011) 61-81
Resumo: Os espaços de opinião que se abrem nos programas de informação da televisão portuguesa cabem hoje aos jornalistas. Se nos anos 90 a classe política era a mais solicitada para participar em debates televisivos, na primeira década do século xxi a selecção de convidados parece estar a passar por algumas mudanças. Agora, é a classe jornalística – nomeadamente aquela que exerce funções de direcção dentro e fora das empresas televisivas – a que é mais convidada para os estúdios de informação. Não falamos de um grupo alargado. Pelo contrário: cada canal apresenta um conjunto restrito de nomes, de que se vai socorrendo para debater temáticas diversificadas. Esses jornalistas, quando externos ao canal, mantêm-se fiéis a uma determinada empresa televisiva. É com essa confraria, seleccionada entre a elite jornalística, que se desenvolve um apertado processo de agenda-setting acerca daquilo que se discute em determinado momento, criando-se, consequentemente, uma espiral de silêncio na qual se precipitam especialistas e pontos de vista que importaria ouvir. Este grupo restrito de jornalistas com acesso privilegiado ao plateau informativo converte-se, assim, num grupo de celebridades mediáticas, aptas a falar de vários assuntos.
Opinion slots on Portuguese news programs belong to journalists. While during the 1990s politicians were most often those requested to participate in television debates, the guest screening process seems to have undergone some changes in the first decade of the 21st century. Now, it would seem that journalists, particularly those engaged in management functions inside and outside of media organizations, are the group most frequently invited to appear on television. We are not, however, referring to a large group here – quite the contrary. Actually, each network seems to have its own list of selected names and relies on them to discuss a wide range of issues. In turn, those journalists, although not belonging to the inviting network, remain loyal to certain media organizations. It is in amongst this sort of brotherhood, selected out of a journalistic elite, that a narrow agendasetting process has developed around the topics discussed, consequently creating a spiral of silence in which specialists and relevant viewpoints self-replicate. This small group of journalists, with privileged access to news media studios, has thus transformed itself into a group of mediatic celebrities, keen on discussing all sorts of issues.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/18092
ISSN: 1646-4877
Versão do Editor: http://comunicacaoecultura.com.pt/wp-content/uploads/04.-Felisbela-Lopes.pdf
Aparece nas colecções:RCC - 012 - 2011 - Fãs e Celebridades

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