Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/18014
Título: Reclusão feminina : maternidade e nacionalidade
Autor: Guimarães, Ana Carolina Rachinhas da Silva
Orientador: Matos, Raquel
Palavras-chave: Reclusão feminina
imigração
reclusão de mulheres estrangeiras
maternidade na prisão
ser mãe na prisão
Women in prison
immigration
foreign women in prison
maternity in prison, to be mother in prison
Data de Defesa: 11-Fev-2015
Resumo: As mulheres estiveram durante muito tempo ausentes no estudo da criminalidade, a nível nacional e internacional (Matos, 2008). É também à figura feminina que se atribui maior responsabilidade no incremento de cidadãos estrangeiros no sistema jurídico e prisional (Moreira, 2006). Perante a reclusão feminina, o exercício da parentalidade por mulheres reclusas continua invisível (Granja, Cunha & Machado, 2013), existindo poucos estudos que se debrucem sobre o efeito da reclusão nas mães (Shamai & Kochal, 2008). O presente estudo tem como objetivo perceber como é que as mulheres vivenciam a maternidade em contexto de reclusão, qual o impacto da maternidade na adaptação a esse contexto e o impacto da reclusão na maternidade e se é sentido ou não de igual forma por reclusas nacionais e estrangeiras. Para tal, foram entrevistadas quatro reclusas mães, duas portuguesas e duas estrangeiras, com filhos dentro e fora do Estabelecimento Prisional, com recurso a um guião de entrevista semiestruturado. A partir da análise qualitativa dos discursos das quatro entrevistadas foi possível concluir que os filhos são a figura central. Para as reclusas estrangeiras contribuem para atenuar o choque à reclusão e, consequentemente facilitar a sua adaptação a este contexto, pois constituem na maioria das vezes o único apoio. Para as reclusas portuguesas e, dado que estas têm importantes figuras de suporte, como família e amigos, esta centralização resulta da necessidade de manutenção do vínculo materno e de sentimentos de culpabilidade.
National and international literature is scarce regarding women criminality (Matos, 2008). According to Moreira (2006) the number of foreign women has been increasing in the law and prisoner Portuguese system. Nevertheless, there are few studies about the effects of prison on mothers (Shamai & Kochal, 2008; Granja, Cunha & Machado, 2013b). The aim of this study is to understand how women live the maternity when they are in prison, what is the impact of maternity in the adaptation to that context. Is it lived the same way by national or foreign women? For that purpose, four in-depth interviews were carried out to two Portuguese and two foreign women that have children inside and outside the prison. These interviews were pursued according to a previously defined semi-structured interview protocol. Qualitative analysis was developed and it was concluded that children are central to these women especially to foreign women for whom they are the only support. For Portuguese women this support is given by family and friends so children are central to maintain the maternal links and feelings of resent and guilt.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/18014
Aparece nas colecções:FEP - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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