Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/18002
Título: Adolescência, sexualidade e Escola Básica : conhecer para acompanhar
Autor: Gonçalves, Anabela de Sales Machado
Orientador: Afonso, Almerindo Janela
Data de Defesa: 2010
Resumo: Este trabalho parte das dificuldades sentidas por alguns docentes de uma escola do ensino básico quando, em função da idade e valores dos seus alunos, têm de lidar com questões que surgem no âmbito da sexualidade. No primeiro capítulo, caracteriza-se a adolescência enquanto período e contexto de mudança, abordando em traços gerais o desenvolvimento físico e o significado do corpo. São também tratados os modos de viver a adolescência, tão diversos nos seus grupos de lazer, nos contextos sociais e nas atitudes perante a escola. No segundo capítulo, focalizam-se diferentes níveis e dimensões da sexualidade, considerando aspectos como o da identidade sexual e de género, o dos afectos e as vivências da sexualidade. No terceiro capítulo, referente à metodologia da parte empírica, são abordadas as questões da construção, validação e aplicação de um questionário tipo Likert, é apresentada uma caracterização breve da escola estudada, seguindo-se a caracterização da amostra e o tratamento estatístico dos resultados. Nas conclusões retomam-se alguns aspectos mais relevantes dos resultados, retirando implicações ao nível da implementação da educação sexual em meio escolar. São ainda sugeridas linhas de desenvolvimento futuro deste objecto de investigação. Os resultados indicam que os jovens enfatizam no par dimensões como a companhia, a fidelidade e a partilha das responsabilidades de âmbito sexual de que é exemplo a contracepção. O sexo não parece ser motivo para serem temidas pressões dos pares ou para as exercer sobre eles, mas o sexo sem amor não parece ser aceite. A aceitação de si sexualmente activo e uma ideia de imprevisibilidade das relações sexuais contrasta com o baixo nível etário, que dificilmente corresponderá aos 18 anos, e com as lacunas detectadas ao nível de fontes de apoio/informação nesta temática. Em suma, os jovens priorizam a afectividade no par, que assim se constitui o local e a baliza para o sexo, surgindo este sem carga negativa intrínseca; tal contexto conjugado com uma valorização pelos jovens do investimento académico, remete o sexo para uma situação experimental na medida da reversibilidade das ligações amorosas, onde dificuldades de gestão e informação tenderão a potenciar os riscos de gravidez e de infecções de transmissão sexual. E se por um lado se verificam ideias condicentes com a igualdade de género, encontram-se ainda situações denunciadoras de uma dupla moral sexual donde as raparigas mais do que os rapazes parecem sentir a sua sexualidade restringida.
The origins of the present research lie in the difficulties felt by a group of comprehensive school teachers, when they had to deal with questions related to sexuality, bearing in mind their students’ age and values. Adolescence is described, in Chapter 1, as a period of life in a context of change. Physical evolution and the meaning of the body are also addressed in general terms. There’s still a reference to the varied ways to experience adolescence in leisure groups, social background and attitudes concerning school. In Chapter 2, we focus on the different sexuality levels and dimensions, taking into account such aspects as sexual and gender identity, affection and sexual experiences. Referring to the empirical methodology, Chapter 3 goes around issues such as the making, validation and application of a Likert questionnaire, a brief characterization of the subject-school, a sample characterization and the statistic analysis of the results. In the conclusions, we come back to the most relevant results and analyze the consequences of implementing Sexual Education programs in schools. We also suggest some development lines to the object of the present research. The results have shown that teenagers value such dimensions as partnership, fidelity and the sharing of sexual responsibilities (like contraception) in their partners. Sex doesn´t appear to be a reason to fear (or exercise) peer pressure. However, sex without love doesn’t seem to be accepted either. The acceptance of oneself as sexually active and the concept of unpredictable sexual intercourse contrasts with the low age level (under 18) and with the lack of support and scarce information on the matter. To sum up, it’s within the couple, and its affectivity, that teenagers value sexual activity, which has no negative connotation itself. Considering that they give priority to academic investment, and regard love affairs as reversible, sex tends to become an experimental situation for teenagers. Difficulties in dealing with, or getting information about sex, will contribute to the risk of pregnancy and sexually transmitted infections. Lastly, gender equality is present on their behaviour and ideas; nevertheless, we can find situations where girls (more than boys) seem to feel restrictions to their sexuality, which reveals double sexual morals.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/18002
Aparece nas colecções:FCS - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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