Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/17585
Título: Analisys of the microbiological and antioxidant properties of dried fruit and leaf extracts of blueberry (Vaccinium corymbosum)
Autor: Silva, Sara Nunes da Costa e
Orientador: Pintado, Maria Manuela Estevez
Data de Defesa: 28-Set-2012
Resumo: Nos últimos anos, a área de produção de Vaccinium corymbosum tem vindo a aumentar, pelo que se torna premente a valorização desta planta, particularmente tendo em vista a definição de mercados alternativos para os quais esta planta possa ser reencaminhada. Como o consumo de chá e infusões é uma prática comum, este trabalho visa o estudo das propriedades de extractos de V. corymbosum (infusões e fervuras produzidas a partir de fruto e folhas secas). A capacidade antioxidante, o teor em fenólicos dos extractos bem como a sua actividade antimicrobiana (contra microrganismos potencialmente contaminantes/patogénicos), antibiofilme e impacto sobre a actividade de algumas enzimas extracelulares foi avaliada. Durante este trabalho, verificámos que os extractos de folha possuíam um teor em compostos fenólicos (ca. 2,5 a 6,0/3,5 a 6,8 vezes superior para infusões/fervuras) e uma capacidade antioxidante (ca. 1,9 a 15,1/11,3 a 16,0 vezes superior para infusões/fervuras) mais elevada do que os extractos de fruto enquanto que, no caso específico das antocianinas os extractos de fruto eram mais ricos. A identificação dos compostos presentes nos extractos de folha seleccionados mostrou que o principal composto encontrado foi o ácido clorogénico (122,17 ± 0,12 e 122,19 ± 0,30 μg/mL para as infusões e fervuras) representando ca. 62% da área total, embora a quercetina-3-D-galactosídeo (51,41 ± 0,43 e 28,38 ± 1,07 μg/mL para infusões e fervuras), a cinidina-3-D-galactosídeo (2,06 ± 0,07 e 1,01 ± 0,02 μg/mL para infusões e fervuras) e os ácidos p-coumárico (7,01 ± 0,10 e 10,28 ± 0,00 μg/mL para infusões e fervuras) e cafeico também tenham sido encontrados. A identificação de compostos nos extractos de fruto foi limitada, com apenas ca. 30% da área total dos picos identificada. O ácido clorogénico foi o composto predominante (43,26 ± 0,50 e 52,38 ± 4,18 μg/mL para infusões e fervuras), embora algumas antocianinas também tenham sido identificadas, nomeadamente delfinidina-3-O-galactosídeo (1,73 ± 0,03 e 1,39 ± 0,01 μg/mL para infusões e fervuras), mavidina-3-O-galactosídeo (1,61 ± 0,04 e 1,31 ± 0,01 μg/mL para infusões e fervuras) e, no caso das infusões, peonidina-3-O-glicosídeo (0,61 ± 0,02 μg/mL). Adicionalmente, verificou-se que extractos de fruta não promoviam nem impediam a oxidação da molécula de ADN. Os extractos de folha que exibiam ligeira actividade pró-oxidante em concentrações superiores a 10 mg/mL, mas os resultados observados requerem confirmação. Relativamente à actividade antimicrobiana, verificou-se que os extractos testados inibiram o crescimento de P. aeruginosa (apenas os extractos de fruto), B. cereus, L. innocua, S. enteritidis, E. faecium, MRSA e MSSA, com os extractos de folhas a exibir uma maior actividade do que os de fruto, excepto no caso da P. aeruginosa. A partir da análise das concentração mínima inibitória (CMI) e bactericida (CMB) verificou-se que MRSA, MSSA e L. innocua foram mais sensíveis aos extractos de folha (CMI de 12,5 mg/mL e CMB de 25 mg/mL) do que os outros microrganismos testados (CMB de 25 mg/mL e nenhum CMB detectável). De todas as bactérias testadas somente o MRSA, o MSSA e a P. aeruginosa produziram biofilme, sendo que, os nossos extractos demonstraram inibir a produção de biofilme por parte do MRSA e do MSSA. Nos ensaios de actividade enzimática verificamos que os extractos interferiram com a actividade de todas as enzimas testadas excepto a lipase.
Vaccinium corymbosum is a rapidly growing production in Portugal, so the study of its potential applications may support its valorization and, possibly, provide alternatives to diversify the markets to commercialize this plant. Additionally, teas and other types of infusions are one of the most common beverages in the world, thus the use of V. corymbosum to produce these products is should be systematically explored. As such, this work is aimed at the study of the properties of infused and boiled extracts from V. corymbosum dry fruits and leaves, specifically characterizing antioxidant capacities, phenolic compounds (content and profile) and overall effect upon several lactic acid bacteria and potentially contaminant/pathogenic microorganisms, namely through the determination of the antimicrobial and antibiofilm activities and its impact upon some extracellular enzymes. During our work we found that leaf extracts had a considerably higher content of both phenolic compounds (ranging from 2.5 to 6.0 and 3.5 to 6.8 times higher for infused and boiled extracts) and antioxidant activity (ranging from 1.9 to 15.1 and 11.3 to 16.0 times higher for infused and boiled extracts) than fruit extracts. However, when considering the specific case of total anthocyanins, we found that fruit extracts were, clearly, richer than leaf extracts. The identification of the specific compounds present in the leaf extracts showed that the main compound found was chlorogenic acid (122.17 ± 0.12 and 122.19 ± 0.30 μg/mL for infused and boiled extracts) representing ca. 62% of the total peak area, although quercetin-3-D-galactoside (51.41 ± 0.43 and 28.38 ± 1.07 μg/mL for infused and boiled extracts), cynidin-3-D-galactoside (2.06 ± 0.07 and 1.01 ± 0.02 μg/mL for infused and boiled extracts), p-coumaric (7.01 ± 0.10 and 10.28 ± 0.00 μg/mL for infused and boiled extracts) and caffeic acids were also found. Compound identification in fruits was limited with chlorogenic acid being the most common compound identified (43.26 ± 0.50 and 52.38 ± 4.18 μg/mL for infused and boiled extracts), though some anthocyanins namely, delphinidin-3-O-galactoside (1.73 ± 0.03 e 1.39 ± 0.01 μg/mL for infused and boiled extracts), mavidin-3-O-galactoside (1.61 ± 0.04 e 1.31 ± 0.01 μg/mL for infused and boiled extracts) and, in infusions, peonidin-3-O-glicoside (0.61 ± 0.02 μg/mL), were also identified. Additionally, we found that blueberry fruit extracts had no relevant activity upon the prevention or promotion of the oxidation of the DNA molecule. The leaf extracts showed slight pro-oxidant activity but the results require further analysis to be conclusive. Concerning the antimicrobial activity we found that, the tested extracts were only capable of inhibiting the growth of P. aeruginosa (only fruit extracts), B. cereus, L. innocua, S. enteritidis, E. faecium, MRSA and MSSA, with leaf extracts exhibiting a stronger activity than fruit, except for P. aeruginosa. From the analysis of the minimum inhibitory and bactericidal concentration (MIC and MBC) values we found that MRSA, MSSA and L. innocua were more sensitive to leaf extracts (MIC of 12.5 mg/mL and MBC of 25 mg/mL) than the other microorganisms tested (MIC of 25 mg/mL and no detected MBC). Among all the bacteria tested only MRSA, MSSA and P. aeruginosa were biofilm producers and only MRSA and MSSA biofilm production was inhibited by the extracts. When considering the enzyme activity assays we observed that extracts interfered with the activity of all enzymes tested, except lipase.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/17585
Aparece nas colecções:ESB - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations



FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.