Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/17086
Título: O sol e o peregrino em ISE : um estudo moderno da peregrinação xintoísta a ISE, no Japão do século XXI
Autor: Ramos, Diogo Miguel Carvalho
Orientador: Barrento, António
Palavras-chave: Isemairi
Ise Jingū
Xintoísmo
Amaterasu Ōmikami
Patriotismo
Turismo
Ise
Shintō
Patriotism
Turism
Data de Defesa: 10-Mar-2015
Resumo: A peregrinação a Ise, conhecida por Isemairi, é uma viagem que data dos finais do século VIII, nos inícios do período Heian, onde cidadãos do estrato mais elevado da sociedade se dirigiam até à cidade de Ise para venerar uma das kami mais importantes do reino, Amaterasu Ōmikami. Associada ao sol, esta divindade era considerada uma antepassada do Imperador e da família imperial, o que fazia do seu espaço sagrado em Ise, conhecido por Ise Jingū (Grande Santuário de Ise) um complexo de santuários restrito para o povo japonês. Após a sua abertura a este, em finais do século XXI, a sua importância manteve-se durante nove séculos, onde actualmente é um dos santuários mais importantes de todo o Japão. Em 2013, o Ise Jingū foi alvo de 14 milhões de visitantes, um aumento de cerca de 12 500 000 milhões quando comparado com o ano de 1886 e que, segundo as estatísticas do turismo de Ise para o período entre 1886 e 2014, nunca havia sido alcançado. Verificando-se este aumento, que deve ser visto em função da contemporaneidade e especificamente como um resultado de novas realidades ao nível da existência e utilização do tempo livre e do desenvolvimento dos meios de deslocação, colocam-se no entanto questões quanto à continuidade e à evolução do que tem sido ao longo dos séculos uma das experiências de maior dimensão ao nível do fenómeno da peregrinação no Japão, com particular importância por exemplo durante o período Tokugawa. Através da participação num programa denominado Programa de Ise, criado pela Universidade de Kogakkan em Ise, foi-me permitido passar um mês nesta cidade, junto ao Ise Jingū e do seu santuário que mais visitantes recebe por ano, o Naikū (Santuário Interior). Com o auxílio de aulas, visitas e disponibilidade por parte de profissionais e de habitantes, foi-me possível recolher informações sobre Ise, nomeadamente através de um pequeno estudo de campo, concretizado através da dedicação de quatro dias exclusivamente para a exploração e observação do Naikū e dos seus visitantes. Ao Ise Jingū encontram-se associadas três realidades distintas, religiosa, protagonizada pela crença xintoísta nos kami; patriótica, graças à divindade do Naikū da qual toda a família imperial descende; e turística, presente nos inúmeros locais da cidade que tira proveito da fama deste grande complexo de santuários para desenvolver indústrias turísticas que contribuem para o desenvolvimento e para a imagem de toda a região de Ise-Shima. Estas mesmas realidades foram escolhidas como hipóteses capazes de representar o verdadeiro motivo pelo qual inúmeros peregrinos realizam a Isemairi. Assim, a problemática desta tese centra-se nos significados por detrás da Isemairi, na tentativa de averiguar qual os motivos para a sua realização no Japão do século XXI.
The pilgrimage to Ise, known for Isemairi, is a journey that dates back to the late eighth century, in the early Heian period, where citizens of the upper strata of society headed to the city of Ise to worship one of the most important kami of the kingdom Amaterasu Ōmikami. To this sun deity, considered to be an ancestor of the Emperor and the imperial family, a shrine was built in Ise known as Ise Jingū (Grand Shrine of Ise) a complex of shrines restricted to the Japanese people. After opening its doors to the entire population of Japan in the late twenty-second century, its importance remained for nine centuries, making it one of the most important shrines throughout Japan. In 2013, the Ise Jingū was the target of 14 million visitors, an increase of 12.5 million when compared to the year of 1886 and, according to tourism statistics Ise for the period between 1886 and 2014, had never been achieved. Verifying this increase, which should be seen in light of contemporary and specifically as a result of new realities in the existence and use of free time and the development of means of travel, questions are put towards the continuity and evolution of what has been, for centuries, one of the larger pilgrimage experiences in Japan, with particular importance for example during the Tokugawa period. Through participation in a program called Ise Program, created by the University of Kogakkan in Ise, I was allowed to spend a month in this city, adjacent to the Ise Jingū and his most visited shrine, the Naiku (Inner Sanctum). With the aid of lectures, visits and the availability of professionals and locals, I was able to collect information about Ise, through a small field study, where I dedicated four days exclusively to the exploration and observation of the Naikū and its visitors. There are three distinct realities associated with the Ise Jingū, religious, led by the belief in Shinto kami; Patriotic, thanks to the Naikū deity from whom the whole imperial family descends; and tourism, present in numerous places in the city that takes advantage of the fame of this great complex of sanctuaries to develop tourist industries that contribute to the development and the image of the entire region of Ise-Shima. These same realities were chosen as hypotheses capable of representing the real reason to why many pilgrims perform the Isemairi. Thus, the problematic of this thesis focuses on the meanings behind the Isemairi in an attempt to find out which reasons lie behind those who perform it in the twenty-first century Japan.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/17086
Aparece nas colecções:FCH - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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