Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/16706
Título: A autoavaliação das escolas : procedimentos e perspetivas em análise
Autor: Martins, Luís Manuel Valente
Orientador: Melo, Rodrigo Queirós e
Data de Defesa: 2014
Resumo: Em Portugal, a avaliação interna das escolas públicas do ensino básico e secundário tornou-se obrigatória com a publicação da Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro. Neste quadro normativo, competia aos responsáveis pelos órgãos de direção, administração e gestão das escolas as tomadas de decisão necessárias à sua implementação. Este trabalho apresenta o estudo que realizamos para conhecer e compreender a autoavaliação dos agrupamentos de escolas e escolas secundárias públicas portuguesas. Para isso, utilizamos instrumentos de recolha de informação que nos permitissem saber porquê e para quê fazem as escolas autoavaliação, o que implicou colocar o enfoque nos responsáveis pela sua organização e nos documentos que a formalizam. O estudo inscreve-se num registo descritivo e interpretativo e foi desenvolvido num contexto empírico formado por um grupo de escolas da cidade do Porto, que foram sujeitas ao programa de avaliação externa e que consequentemente deveriam ter realizado previamente a avaliação interna. Assim, na análise, foram triangulados os depoimentos dos diretores de escola das escolas envolvidas com a análise documental, nomeadamente, com os relatórios de avaliação interna produzidos pela escola e os de avaliação externa produzidos pela IGEC. Os dados obtidos permitem concluir que duas escolas utilizaram o modelo CAF, tendo uma delas abandonado, três escolas utilizaram outros modelos fechados, outras três escolas construíram modelos internos baseados no modelo CAF e, ainda, as outras escolas desenvolviam apenas práticas de autoavaliação. Um aspeto transversal a todas as escolas prende-se com a tomada de decisão para a realização da autoavaliação que foi sempre feita pelo diretor, que também escolhe a equipa de AA, formada por quatro professores em média. É esta equipa que leva a cabo o processo de AA. Como motivos que conduziram as escolas para a AA elencamos a obrigação legislativa, a preparação para a avaliação externa, a existência de professores com formação na área da avaliação, o reconhecimento das dificuldades sentidas para ter uma fotografia real da organização, a identificação de pontos fortes, de pontos fracos e áreas de melhoria. Os instrumentos de recolha de dados mais utilizados pelas escolas foram os questionários escolhidos pela equipa de AA. Em todas as escolas a AA incide sobretudo na avaliação dos resultados sociais e académicos, privilegiando as áreas da indisciplina, abandono e insucesso escolar. Não encontramos evidências que nos revelem a existência de impactos significativos devido à realização da AA. Todas as escolas comunicam e disponibilizam os resultados aos membros “da comunidade educativa”. Em suma, partimos com uma convicção e encontramos uma realidade completamente diferente no que diz respeito à AA. Fomos surpreendidos pela realidade.
In Portugal internal evaluation of public schools (primary and secondary levels) became compulsory after the Law 31/2002 of 20th December. Within this normative frame the members of the school boards were responsible for the decisions that would lead to its actual implementation. This work represents the study developed in order to know and to understand the self-evaluation of Portuguese public school clusters and secondary levels. We have used data collection instruments that would tell us why and for what purpose schools perform a process of self-evaluation This option made us rather focus on the persons responsible of its organization and on the documents used to formalize it. This study inscribes itself in a descriptive interpretation style and was developed within an empirical context of a group of Porto schools that were subject to an external evaluation programme and must have performed the subsequent internal evaluation process. So in the analysis we considered the statements of the board chairmen of the three schools involved and the documents produced (both the internal evaluation reports produced by the schools and the external evaluation ones produced by the IGE). The results allow us to conclude that two schools have used the CAF model (one of them eventually quit using it), three schools used other closed models, three schools built internal models based on the CAF model and the rest of them used only self-evaluation practices. One of the aspects common to all schools was the decision of starting the self-evaluation – it was always taken by the school director, who also chose the self-evaluation team of four teachers in general. This team conducts the self-evaluation process. The reasons for the schools to initiate self-evaluation processes were the law, the preparation for the external evaluation, the existence of teachers with evaluation training and the difficulties to the schools were feeling to understand the real frame of the organization, to identify weak points, strong points and improvement areas. The data collection instruments more often used were surveys selected by the self-evaluation teams. In all schools the self-evaluation process directs itself mainly to the evaluation of the social and academic achievements of the students, focusing on indiscipline, school dropout and poor results. We have not found significative proof of relevant impact on schools due to the self-valuation process. All schools show and tell the self-evaluation results to the “educational community”. To sum up we started with a certain idea and we came up with a completely different reality in what concerns self-evaluation. We were surprised by the real situation.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/16706
Aparece nas colecções:FEP - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses
R - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses

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