Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/16302
Título: Tomar conta das pessoas dependentes no domicílio : estudo exploratório acerca dos recursos utilizados no seio das famílias clássicas do concelho do Porto
Autor: Maia, Helena Maria Ramos de Azevedo
Orientador: Pereira, Filipe
Parente, Paulo
Palavras-chave: autocuidado
dependência
membro da família prestador de cuidados
recursos
equipamentos
self-care
dependence
Member of the Family Care Provider
resources
equipment
Data de Defesa: 28-Nov-2012
Resumo: O estudo aqui relatado tomou por foco central o fenómeno “tomar conta” (ICN, 2011) de dependentes no autocuidado, por um membro da família prestador de cuidados (MFPC), no seio familiar. O propósito desta investigação foi conhecer os recursos necessários, os recursos efetivamente utilizados e as razões da não utilização dos mesmos, face à condição de dependência no autocuidado, de um dos membros das famílias clássicas do concelho do Porto. O estudo realizado tem um perfil quantitativo, do tipo exploratório e descritivo. A população em estudo correspondeu à totalidade das famílias clássicas do concelho do Porto. A amostra em estudo é do tipo probabilística, aleatória e estratificada por freguesia. Com base na utilização de um formulário e numa abordagem do tipo “porta a porta”, guiada pelo plano de amostragem definido, foram estudadas 2314 famílias, das quais 241 referiram integrar, pelo menos, uma pessoa dependente no autocuidado. Destas 241 famílias, apenas cerca de 160 aceitaram participar no estudo de avaliação do tipo e do nível de dependência no autocuidado e, por inerência, na avaliação dos recursos mobilizados face à condição de dependência de um dos seus membros. As pessoas dependentes estudadas, globalmente, apresentavam níveis muito elevados de dependência no autocuidado. A taxa global de utilização (dos recursos necessários) apurada foi de 43,16%, o que significa que as famílias estudadas não utilizam, sequer, metade dos recursos que poderiam ser úteis, quer na preservação da autonomia do familiar dependente, quer na promoção do exercício do papel de membro da família prestador de cuidados. Nos mesmos casos, a taxa de utilização dos serviços de enfermagem situou-se nos 43,48%. Dos equipamentos estudados, aqueles que apresentam maiores taxas de utilização estavam, essencialmente, focados na gestão de sinais e sintomas das doenças, sendo poucos os vocacionados para a promoção da autonomia do familiar dependente. As principais razões que sustentavam a “não utilização” dos diferentes equipamentos e recursos podem ser agregadas em tornos dos défices de conhecimento dos clientes (sobre formas de acesso e funcionamento), bem como, algumas limitações económicas. Neste contexto, também foi possível verificar que, em vários casos, determinados recursos não eram usados porque os clientes não tinham noção que os mesmo existiam ou estavam disponíveis. Os resultados deste estudo colocam em destaque a necessidade de, progressivamente, a conceção de cuidados de enfermagem, face a este tipo de clientes, ter que incorporar terapêuticas orientadas para a promoção da utilização de mais recursos e equipamentos promotores da autonomia dos dependentes e / ou do exercício do papel por parte dos membros da família prestadores de cuidados.
The study reported took as central focus the caring phenomenon (ICN, 2011) of dependent on self-care by a Member of the Family Care Provider, within the family. The purpose of this research was to identify the necessary resources, the resources actually used, and the reasons for non-use of the same, given the condition of dependency in self-care of a member from a classic family in the municipality of Porto. The study has a quantitative profile, from the exploratory and descriptive type. The study population corresponded to the total classic families in the municipality of Porto. The study sample type is probabilistic, random and stratified by parish. Based on the use of a form and an approach "door to door" style, guided by the sampling plan defined, we studied 2314 families, of which 241 reported that at least one person dependent in self-care was included. Of these 241 families, only about 160 agreed to participate in the study to assess the type and level of dependency in self-care and, by extension, in the evaluation of the resources mobilized against the condition of dependence of one of its members. Dependent people studied, overall, had very high levels of dependence on self-care. The overall rate of use (the resources) found was 43,16%, meaning that the families studied didn´t even use half of the resources that could be useful, either in preserving the autonomy of the dependent relative, either to promote the exercise of the role of family member care provider. In these cases, the rate of utilization of nursing services stood at 43,48%. From the equipment studied, those with the highest rates of use were mainly focused on the management of signs and symptoms of disease, with few devoted to the promotion of the autonomy of dependent relative. The main reasons that supported the "no use" of different equipment and resources can be aggregated as deficits of customer knowledge (about forms of access and operation), as well as some economic constraints. In this context, it was also possible to see that, in many cases, certain features were not used because customers had no idea that they even existed or were available. The results of this study put emphasis on the need of nursing care conception progressively, in the face of such clients, incorporate therapies aimed at promoting the use of more resources and equipment promoters of autonomy of dependent, and / or the exercise of the role by members of the family carers
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/16302
Aparece nas colecções:ICS(P) - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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