Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/16010
Título: Supervisão para a autonomia em sala de aula : marcas de uma experiência pedagógica
Autor: Taveira, Maria de Fátima Oliveira
Orientador: Alves, José Matias
Silva, Lília Ana
Palavras-chave: Autonomia do Aluno
Prática Pedagógica
Supervisão Colaborativa
Prática reflexiva
Learner’s autonomy
Teaching Practice
Collaborative Supervision
Reflexive practice
Data de Defesa: 17-Set-2014
Resumo: A sociedade atual coloca exigências cada vez mais complexas às escolas e aos professores e, numa tentativa de adaptação aos novos tempos e a um novo paradigma educacional, o discurso educativo volta-se cada vez mais para a importância de se desenvolverem novas dinâmicas supervisivas e colaborativas, como forma de dar resposta aos desafios que esta complexidade faz emergir no contexto de trabalho do docente. Por outro lado, a celeridade com que tudo se transforma, exige que se formem indivíduos capazes de refletir e agir sobre a realidade, intelectualmente transformativos e socialmente interventivos, ou seja, capazes de aprender ao longo da vida, de serem autónomos e de se adaptarem a uma sociedade em mudança. A Escola necessita por isso de se transformar, de refletir e reajustar as suas práticas. Como objetivo educacional importante, frequentemente referido em documentos oficiais orientadores, a autonomia do aluno sempre foi uma das minhas inquietações profissionais. É nesse contexto que, em determinado momento do meu percurso profissional, me vi envolvida num processo de experimentação pedagógica, que teve como finalidade primordial o desenvolvimento da autonomia dos alunos e consequente transformação e emancipação, quer destes quer das duas professoras envolvidas. Esta breve experiência surge na sequência da preocupação da prática docente ir no sentido de dotar os nossos alunos de 8º ano de capacidades metacognitivas e reflexivas, que lhes permitam autorregular o seu próprio processo de aprendizagem, assumindo maior responsabilidade na mesma, e tornando-se, desta forma, mais autónomos. Num contexto colaborativo, teve como alicerce, um processo supervisivo de auto e hetero-observação e de reflexão conjunta de saberes, com vista à regulação e (re)construção da atuação docente e, por conseguinte, ao desenvolvimento profissional. O trabalho que aqui apresento leva-ma a indagar e a refletir sobre o impacto desta experimentação na minha atuação docente, sobre o que foi melhor e menos conseguido, sobre o aperfeiçoamento da minha ação nesse contexto. Para além disso, faz-me refletir ainda nas lógicas colaborativas e supervisivas que se estabelecem no quotidiano escolar, nas minhas conceções de autonomia, do que é a escola atualmente, do que é ensinar, e nas transformações que vejo em mim como docente, no final deste percurso formativo.
Contemporary society brings complexity into schools and to teachers’ work. As an attempt to adapt to modern times and to a new education paradigm, the educational discourse has been reassuring the importance of developing new supervisive and collaborative dynamics that can be an answer for the complexity teachers have to deal with on his daily work. Furthermore, speedy transformations in society demand a new kind of education; schools must now educate the individuals as transformative intellectuals and socially interventionists, capable of long life learning, of being autonomous and adapting to a continuously changing society. Therefore, schools need to transform themselves, to reflect and (re)adjust their daily practices. Recognized as an important educational aim, frequently focused on official guiding documents, learner’s autonomy has always been one of my major professional concerns. Consequently, in a certain moment of my professional life, I involved myself in a pedagogical experiment, whose main goal was to develop the learner’s autonomy through a learner-centered pedagogy. Likewise, it also persecuted the (trans)formation and emancipation of both learners and the two teachers involved. This brief experiment aimed at endowing 8th grade learners with metacognitive and reflective skills that allow them to self-regulate their own learning and take responsibility on the process, thus being more autonomous. Set in a collaborative context, this experiment involved a critical reflective approach to teaching practices and students’ learning. It was developed through processes of observation of self-action in class, collaborative peer-based supervision and reflection. It also aimed at the regulation and (re)construction of the teaching practice as a means for professional development. This report has enabled my reflection on the impact of the experiment upon my teaching practice, on the aspects that worked well and the ones that did not, on how I could have improved my teaching practice at the time. Moreover, it made me reflect upon the collaborative and supervisive dynamics I see on my daily practice context, it made me reflect on my concepts of learner’s autonomy, of modern school, of what is teaching. Overall, it made me reflect on the personal transformations I see in myself as a teacher, after this formative path.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/16010
Aparece nas colecções:FEP - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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