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Título: Segunda parte das últimas acções do valeroso capitão ou Tragédia intitulada As constâncias de Belisário na sua maior decadência
Autor: Marmontel, Jean-François
Data: Nov-2014
Citação: MARMONTEL, Jean-François - Segunda parte das últimas acções do valeroso capitão ou Tragédia intitulada As constâncias de Belisário na sua maior decadência. Transcrição e introd. de Isabel Pinto. Lisboa : Centro de Estudos de Comunicação e Cultura, 2014. Tít. de capa: As constâncias de Belisário na sua maior decadência. ISBN 978-989-99288-0-0
Resumo: A peça, em verso, não datada, mas, provavelmente, remontando aos últimos cinco anos do século dezoito, cópia de António José de Oliveira, é uma adaptação para teatro, por autor/tradutor desconhecido, da obra Belisaire, de Jean-François Marmontel, publicada em 1767. No Prefácio, o autor francês assume ter seguido como fonte Procópio de Cesareia, historiador do século VI, para narrar as desventuras do general romano Belisário, às mãos de inimigos inclementes, já na sua velhice. A peça portuguesa que medeia entre a narrativa de Marmontel e a famosa ópera de Gaetano Donizetti, de 1836, começa in media res em relação ao texto de origem, dado que a primeira cena, com Antonina e Eudocha, respectivamente mulher e filha de Belisário, a debaterem-se com a prisão deste último, pertence ao capítulo V da obra francesa. O texto português está incompleto, sendo que, a título de exemplo, nunca assistimos à reunião de Belisário com a sua família no castelo Narbonense; o seu final corresponde a uma cena do capítulo VII em que o imperador Justiniano toma a decisão de se redimir da sentença injusta, cegueira e desterro, que havia feito recair sobre Belisário. Embora a passos a fidelidade ao texto de origem seja acentuada e notória, no todo esta versão portuguesa evidencia uma outra estrutura e ritmo, os de palco. Assim, é de registar um certo aproveitamento das personagens, com o desenvolvimento de umas (Tibério e Doreita, por exemplo) e a introdução de outras (Salácio), e uma dinâmica de acção que expande momentos-chave dos capítulos, aos quais acrescenta outros, que, em última instância, se justificam pela configuração de situações dramáticas mais directamente reconhecíveis pelo público português. Todavia, a singularidade deste texto na galeria setecentista emerge pelo seu carácter político, estando a intriga amorosa nos trinta e um fólios que o compõem reduzida a uma só cena, na qual participam Tibério e Eudocha. Ao invés, o que está em jogo são os ingredientes do poder, os seus processos e implicações, a economia da guerra que, alegadamente, deve apenas servir a paz, o papel do povo na inteireza do reino, e, claro, a condição do herói que perpassa, ilumina e articula todas estas esferas.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/15811
ISBN: 978-989-99288-0-0
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