Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/15809
Título: Nova e Verdadeira História do Triunfo da Rainha de Volsco
Autor: Silveira, Jerónima Luísa da
Data: Nov-2014
Citação: SILVEIRA, Jerónima Luísa da - Nova e verdadeira história do Triunfo da Rainha de Volsco. Transcrição e introd. de Isabel Pinto. Lisboa : Centro de Estudos de Comunicação e Cultura, 2014. ISBN 978-989-98248-9-8
Resumo: Este é, a par com Osmia (1790), de Teresa de Mello Breyner (1739-?), condessa de Vimeiro, o único texto da colecção de teatro de António José de Oliveira que sabemos ser obra de uma autora, Jerónima Luísa da Silveira, que chega até nós como ilustre desconhecida. De facto, por ora, nada se sabe sobre a sua biografia ou a textura das suas ligações ao mundo teatral setecentista. Os três actos que compõem a peça, em verso, excedem em incidência o título, pois em lugar de uma heroína, Lavínia, filha de el-rei Latino, trazem-nos duas, havendo a considerar também as peripécias de Camila, filha de Métabo, destituído do seu trono pelo mesmo Latino. Esta fábula é baseada na mitologia romana, sendo que Camila é personagem central no Livro XI da Eneida, de Virgílio, que Jerónima Luísa da Silveira cita no Argumento. A autora faz assim convergir duas fábulas da mitologia para criar a intriga deste drama. Contudo, as narrativas mitológicas são convenientemente adaptadas, sendo, por exemplo, introduzidas personagens de lavra própria (Pernesto, Fávio, etc.). Camila é a figura guerreira que luta pelo seu direito legítimo à coroa de Volsco, valente, destemida e, já perto do fim, quase sanguinária enquanto aparenta a decisão de matar com as próprias mãos o seu amado, Pernesto. Quanto a Lavínia mostra-se inabalável no seu sentimento e afecto por Turno, rei dos Rútulos, senhora de uma constância que desafia até a morte. No todo, é um texto pautado por um arrebatado sentimentalismo, vinculado à temática amorosa, pois até a aguerrida Camila se enamora à primeira vista, enquanto dardeja uma besta fera, e logo do filho do seu contrário. Há suspiros e desvelos em generosa afluência e não falta sequer o condimento das cenas de ciúmes determinadas pela rivalidade feminina. Esta tónica conduz-nos a imaginação pelos intricados caminhos, pelo que até agora comportam de desconhecido, da existência de um público especificamente feminino a considerar no teatro de setecentos.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/15809
ISBN: 978-989-98248-9-8
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