Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/15579
Título: Perceção dos alunos de medicina face à doença mental : estudo exploratório sobre diferenças de género
Autor: Queiroz, Maria Inês Marques Araújo Carregal
Orientador: Dias, Pedro
Palavras-chave: Estigma
Doença Mental
Alunos de Medicina
MICA
Stigma
Mental Illness
Medicine Students
Data de Defesa: 29-Abr-2013
Resumo: O estigma relacionado com a doença mental é uma realidade que persiste sendo, atualmente, uma prioridade de investigação definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2005). A este respeito, constatamos nos últimos anos uma abundante e, em geral, rica e estimulante produção científica que procura a compreensão desta problemática e objetiva a criação de diferentes níveis de intervenção. O presente estudo enquadra-se numa segunda fase do projeto “Perceção dos estudantes de medicina face à doença mental”, da Associação ENCONTRAR+SE, em curso desde 2009. Especificamente, numa perspetiva exploratória descritiva, procurou-se avaliar a perceção dos alunos de medicina face à doença mental e à psiquiatria, incidindo na identificação e caracterização de possíveis diferenças de género. Como instrumento de recolha de dados foi utilizada a Tradução Portuguesa da versão 2.0 da Mental Illness: Clinician’s Attitudes Scale – MICA (Kassam, Glozier, Leese, Henderson, & Thornicroft, 2010). A amostra, com uma distribuição equivalente nos dois sexos, foi constituída por 50 estudantes de medicina, de quatro Instituições de Ensino Superior de Portugal. Os resultados encontrados apontam para a presença de atitudes estigmatizantes face à doença mental na população estudada (Score Global da MICA = 36.42; DP = 6.85), embora não tenham sido encontradas diferenças significativas ao nível do score global da MICA em função das características sóciodemográficas avaliadas, inclusivamente o sexo. No entanto, as análises por item revelaram diferenças significativas em itens específicos, em função de varáveis como “Sexo”, “Ano Letivo”, “Alguma vez contactou com alguém com doença mental durante o seu trabalho clínico?” e “Gostaria de se especializar em Psiquiatria?”. Tendo em conta a literatura consultada, verifica-se que os resultados obtidos são consistentes com o referencial teórico analisado. As implicações mais evidentes deste estudo apontam para a redefinição e incentivo a novas estratégias de educação, junto dos estudantes de medicina.
The stigma associated to mental illness is a remaining reality which has currently become a research priority defined by the World Health Organization (WHO) (OMS, 2005). Over the last years, we have seen an abundant and, in general, stimulating scientific production in this regard, which seeks the understanding of this problematic as well as the setting of different levels of intervention. The present study fits into a second phase of the project “Perception of medical students towards mental illness”, of Association ENCONTRAR+SE, underway since 2009. Specifically, in a descriptive exploratory perspective, we have tried to assess the perception of medical students towards mental illness and psychiatry, focusing on identification and characterization of possible differences in gender. The Portuguese Translation of the 2.0 version of the Mental Illness: Clinician’s Attitudes Scale – MICA (Kassam et al., 2010) was used as data collection instrument. The sampling, with an equivalent distribution over both genders, was made up of 50 students attending medicine at four different Portuguese High School Institutions. The results met in the studied population point towards the presence of stigmatizing attitudes towards mental illness (Global Score of MICA = 36.42; SD = 6.85), although there were no relevant differences found as far as MICA’s global score is concerned, according to the studied social-demographic characteristics, gender included. However, the analysis by item has revealed relevant differences in specific items, according to variables as “Gender”, “School Year”, Have you ever had contact with anyone bearing a mental illness during your clinical work?” and “Would you like to specialize in Psychiatry?”. Given the bibliography consulted, it turns out that the results obtained are consistent with the analysed theoretical references. The most obvious implications of this study indicate the importance of a redefinition and incentive of new educational strategies on the study of medicine.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/15579
Aparece nas colecções:FEP - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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