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Título: Trabalho, Sofrimento e Dignidade Humana: tópicos para uma reflexão a partir de fontes da Antiguidade Clássica.
Autor: Melo, António Maria Martins
Palavras-chave: Grécia Antiga
Roma Antiga
Cultura Clássica
Literatura Latina
Terêncio
Trabalho
Sofrimento
Data: 2013
Editora: ALETHEIA - Associação Científica e Cultural
Resumo: O trabalho é, hoje, um bem escasso; o número de desempregados não pára de crescer a tal ponto que a angústia ameaça paralisar a Europa do Sul. O mesmo não parece suceder nas economias emergentes, como é exemplo eloquente o Brasil. Ali está a formar-se uma classe média forte. O ex-presidente Lula da Silva, numa curta declaração de anúncio do seu regresso à vida política activa, dizia que o fazia para «melhorar o nível de vida de milhões e milhões de brasileiros que conseguiram chegar à classe média e não querem voltar para trás, e para aqueles que sonham em chegar à classe média…». Aqui se perscruta uma concepção de trabalho sinónimo de progresso, de realização das aspirações do homem, trabalho enquanto força criadora, nas palavras do filósofo português Agostinho da Silva, seja esse trabalho de natureza manual ou intelectual… trabalho enquanto sinónimo de felicidade!... Um pensamento que nos conduz até Hesíodo e à sua celebérrima obra Trabalhos e Dias, em que este autor grego faz a apologia do valor do trabalho: «trabalho não é vileza, vileza é não trabalhar». Um valor reiterado, séculos mais tarde, na cultura romana, pela pena do escritor Catão: «é que a vida humana é como o ferro: se se exercitar, gasta-se; se não se exercitar, a ferrugem aniquila-o». Mas hoje, entre nós, milhares de homens e de mulheres, diariamente, demandam o trabalho, tantas vezes sofrimento, tormento. O que nos aproxima da etimologia desta palavra, proveniente do latim vulgar, 'tripalium', instrumento de tortura. O trabalho, enquanto tortura, sentiram-no os escravos que serviam nas minas de prata de Láurion, na Ática da Grécia Antiga; sentiram-no os hilotas, em Esparta, mas também os escravos na capital do império, Roma; célebre havia de ficar a revolta dos escravos, dirigida por Espártaco.
Nowadays the work is scarce; the number of unemployed is constantly growing so much that the anguish threatens to paralyze the South Europe. The same does not appear in emerging economies like Brazil where is being formed a strong middle class. The former president Lula da Silva, in a short statement, speaking about his return to active politics, said that he did it "to improve the living standards of millions of Brazilians who managed to reach the middle class and don’t want to go back and for those who dream achieve the middle class ... ". In these words we can see the use of the word work as synonymous of progress, as the realization of the man’s aspirations, the work as a creative force, in the words of the Portuguese philosopher Agostinho da Silva, whether it’s a manual or a intellectual work… work as synonymous of happiness!... One thought that guide us to Hesíodo and his famous work Works and Days, in which these greek author makes the apology to the value of the work: “work it’s not vilness, vilness is not work”. This value was expressed again centuries later, on the Roman culture, by the writer’s Catão feather pen: «is that human life is like iron: if you exercise, it takes if it does not work, rust destroys it.» But today, between us, thousands of men and women daily, demanding work, often suffering, torment. What brings us closer to the etymology of this word, from Vulgar Latin, tripalium, instrument of torture. The work, while torture, felt the slaves who served in the silver mines of Laurion in Attica of ancient Greece; felt the helots in Sparta, but also felt the slaves of the empire's capital, Rome; would be the famous revolt of the slaves, led by Spartacus.
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/15570
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