Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/14960
Título: Vivência afetiva em enfermagem
Autor: Santiago, Maria Dulce dos Santos
Orientador: Renaud, M. Isabel C. R.
Vieira, Margarida
Palavras-chave: afetividade humana
relações interpessoais
cuidados de enfermagem
ética em enfermagem
human affectivity
interpersonal relations
nursing care
ethics nursing
Data de Defesa: 2014
Resumo: Na complexidade que caracteriza a afetividade humana, entende-se que é na totalidade da experiência de existir, na relação com o mundo e sobretudo com os outros homens, que a vivência afetiva se impõe de modo determinante no ser e agir pessoal. Nos contornos da questão filosófica da afetividade, justifica-se a relevância do tema no contexto da enfermagem, que hoje em dia e a vários níveis de reflexão, assenta na defesa da interação humana, como fundamento de uma prática que se faz de ajuda presencial. A afetividade em enfermagem afigura-se como um fenómeno complexo, ainda pouco clarificado e insuficientemente explorado, com evidência de dificuldade de conciliação entre a experiência afetiva vivida pelo enfermeiro na interação com o outro, com o compromisso profissional de prestar cuidados de enfermagem. Face a esta problemática, orientou-se uma tese com vista a um esclarecimento conceptual da questão da afetividade no comportamento humano, desenvolvendo-se um estudo no domínio da ética filosófica, aplicada à área dos cuidados de enfermagem. O estudo integra três partes principais. Na primeira, com os autores considerados, reflete-se sobre a pessoa e a esfera da afetividade; situa-se a afetividade em relação a eixos de referência que suportam a sua compreensão e esclarece-se a modalidade afetiva da presença na enfermagem. Na segunda, pela aproximação ao mundo da afetividade vivida pelos enfermeiros, constrói-se um caminho de descrição e interpretação do fenómeno na prática da enfermagem. A última parte, expressa a articulação entre as anteriores, evidenciando implicações éticas da afetividade na enfermagem. Os principais resultados, esclarecem sobre a afetividade enquanto reveladora da estrita ligação entre o nosso interior e o que fora de nós é motivo do nosso sentir, demarcando-se o vínculo entre afetividade, conhecimento e ação, num todo integrante da vida consciente. Afigura-se como determinante da experiência afetiva, o modo como é perspetivado o significado da afetividade no âmbito da enfermagem. Os elementos estruturantes da experiência afetiva, incluem: a presença da realidade que afeta, destacadas as situações de morte, doença, sofrimento e conflito; o modo como o enfermeiro é afetado, que nunca é neutro, mas pautado por sentimentos negativos e positivos; e o dinamismo inerente, emergindo o cuidado, como verdadeira ajuda pela participação dos afetos bem conduzidos. Por sua vez, a condução dos afetos, inscreve-os por diferentes vias num caminho de sentido, implicando a consciência e aceitação da sua existência, para usar a sua força de modo construtivo. Ao concluir, acresce conhecimento e compreensão sobre o papel da afetividade no ser e agir do enfermeiro, ressalvando que quer a negação, quer a expressão descontrolada dos afetos, são atitudes limitadoras da sua pessoa e do cuidado autêntico que configura a boa prática profissional. A conquista do desejável equilíbrio afetivo, afigura-se como tarefa contínua da vontade, determinante de uma manifesta sabedoria prática, que orienta o caminho da conciliação harmoniosa entre experiência afetiva e compromisso profissional de prestar cuidados, ditando ainda a possibilidade do enfermeiro ampliar o horizonte do cuidado além do dever profissional, ao integrar todos os gestos que expressam verdadeira solicitude.
It is a very complex matter to define human affectivity, however if we take into account the overwhelming existential experience, all the stimuli from the outside world and, above all, the immense interaction with other human beings, the affective experience becomes decisive in one’s behavior as well as in ourselves as human beings. If we consider the philosophical contours of human affectivity, we realize that the theme is not only relevant, but of a great importance in the nursing area. Nowadays, the subject revolves around several levels of reflection, with the defense of human interaction, as the cornerstone of a practice that affirms the aid to others who are in presence. The world of affectivity in nursing is intricate. Little is known about it, and there is much to clarify and explore, not to mention how difficult it is to combine the affective experience lived by the nurse during the interaction with the other person, and the requirement to provide professional nursing care. Facing this problem, the thesis was oriented, towards a conceptual clarification of the question of affectivity in human behavior, developing a study in the field of philosophical ethics, applied to the area of nursing care. This study integrates three main parts. In the first one, using the appropriate bibliography, reflection on the being and the affectivity sphere was seek; to establish comparison marks in order to understand better what affectivity is and in what consists and clarify the effect of its presence in nursing practice. In the second part, the phenomenon was described and interpreted, taking into account how related the nursing professionals are to affectivity. Finally, in the third and last part the aim was to articulate the former parts (first and second), highlighting the ethical implications of affectivity in the nursing practice. The main results, explain the affectivity while revealing the strict connection between our inside and what is outside of us feel our reason. It also marks the bond between affection, knowledge and human action, the entire conscious life. It appeared as a determinant of affective experience, how it is perceived the significance of affectivity in the context of nursing practice. The elements that structure the affective experience, include: the presence of reality that affects, especially for situations of death, disease, suffering and conflict; how the nurse is affected, which is never neutral but guided by positive and negative feelings; and the dynamism inherent in this experience, which arises care as real help for the participation of well-conducted affections. In turn, the management of affections, list them by different modes in a way street. A process that involves awareness and acceptance of their existence, to use his strength in a constructive way. In conclusion, this study increases knowledge and understanding of the role of affectivity in the being and action of the nurse. States that either denial or uncontrolled expression of affection, are attitudes that limit the person, as well as the authentic care, that sets the good professional practice. The achievement of desirable affective balance, it appears as a continuous task of the will. It is a clear determinant of practical wisdom, which guides the path of harmonious reconciliation between affective experience and professional commitment to provide care. It also shows the possibility of the nurse to expand the horizon of care beyond professional duty, to integrate all the gestures that express a true “solicitude”
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/14960
Aparece nas colecções:ICS(L) - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses
R - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses

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