Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/14910
Título: Visual captivity : the (in-)visibility of the concentration camp and the right to look : the case of Ravensbrück
Autor: Agostinho, Daniela de Jesus Silva Pereira
Orientador: Gil, Isabel Capeloa
Palavras-chave: Visual Culture
Gender
Holocaust
Ravensbrück
Concentration Camp
Visuality
Invisibility
Gaze
The Right to Look
Cultura Visual
Género
Holocausto
Campo de Concentração
Visualidade e Invisibilidade
Direito de Olhar
Data de Defesa: 2014
Resumo: The goal of this research is to examine the photographic representation of Ravensbrück, the first purpose built camp for women in the Third Reich (1939-1945). Throughout its history, this camp was captured through different gazes and distinct representational regimes, ideological scripts, power relationships and gender configurations. Based on the agonistic structure of representational practices, this dissertation interrogates the relation between the representation of captivity and the captivity of representation through the particular case of this camp. The thesis is structured around three gazes that relate to each other through a logics of countervisuality: Firstly, the Nazi gaze and the “concentrationary visuality” that normalizes the exceptionality of the concentrationary universe; secondly, the victim’s gaze, articulated through a set of clandestine pictures taken by prisoners, representing an effort of resistance to the Nazi gaze; and thirdly, the photographic coverage of the liberation of the camp, comprised by images taken by the Red Cross and by the Red Army, in which the liberator’s gaze attempts to overthrow the Nazi visual system. At the intersection of visual culture, gender and Holocaust studies, the main question of this investigation is whether the difference of the feminine makes a difference for the visual representation of a concentration camp and what does it mean for both the concentrationary logics and for the work of representation. It will be argued that the representation of sexual difference, as an expression of a wider cultural problem, is regulated and contained, and that the representation of the camp negotiates between what is visible and what remains unseen. Moreover, it will be demonstrated that visual representations, despite imprisoning subject positions within the visual field, also entail the potential to challenge and undermine hegemonic scripts.
O objectivo desta investigação é examinar a representação fotográfica de Ravensbrück, um campo de concentração exclusivamente para mulheres, situado na Alemanha, que ao longo da sua história (1939-1945) foi captado por diversos olhares e regimes representacionais, guiões culturais, relações de poder e imagens de género distintas. Ancorada numa concepção agonística das práticas representacionais, esta tese interroga a relação entre a representação da clausura e a clausura da representação através do caso particular deste campo. O trabalho encontra-se assim organizado em torno de três olhares ou regimes escópicos que se relacionam entre si através de uma lógica de contra-visualidade. Em primeiro lugar, o olhar Nazi, criador de uma “visualidade concentracionária” que normaliza a excepcionalidade do campo de concentração. Em segundo lugar, a tese detém-se sobre o olhar da vítima, através de um conjunto de imagens clandestinas produzidas por prisioneiras do campo que assim procuram infringir o regime visual nazi e reivindicar o seu direito de olhar. Em terceiro e último lugar, a tese aborda o olhar do libertador através das imagens produzidas pela Cruz Vermelha Internacional e as imagens criadas pelo Exército Vermelho, que reclamam uma vitória final sobre o regime visual nazi. Na intersecção entre estudos de cultura visual, estudos de género e estudos do Holocausto, a questão central desta investigação é se a diferença do feminino faz diferença na representação visual do campo de concentração. Defender-se-á que a representação da diferença sexual, enquanto expressão de um problema cultural, é regulada e constrangida, e que e a representação do universe concentracionário negoceia entre aquilo que é visível e aquilo que é ocultado. Procurar-se-á ainda demonstrar que a representação visual, apesar da sua capacidade de aprisionar os sujeitos representados a identidades fixas, contém também o potencial de subverter discursos culturais hegemónicos.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/14910
Aparece nas colecções:FCH - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses
R - Teses de Doutoramento / Doctoral Theses

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