Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/14903
Título: Portugal e o Atlântico Sul : uma estratégia para valorizar a posição nacional
Autor: Peralta, Sara Margarida da Silva
Orientador: Dias, Carlos Manuel Mendes
Dias, Mónica
Data de Defesa: 2014
Resumo: A pertença geográfica de Portugal à área do Atlântico Norte teve como consequência política e estratégica, durante o período da Guerra Fria, a integração do país na Aliança Atlântica, da qual resultou, para Portugal, a aquisição de um poder funcional em matéria de Política Externa, decorrente da necessidade dos EUA, e dos Aliados, em acederem livremente à Base Aérea das Lajes (Açores), beneficiando o país de uma relação privilegiada com a potência que dominava o Atlântico. Contudo, o fim da Guerra Fria, a importância crescente do continente africano como fonte alternativa aos recursos energéticos do Golfo Pérsico, a luta contra o radicalismo islâmico e ações terroristas, e os progressos tecnológicos no campo da aviação, fizeram com que a importância da Base das Lajes tenha vindo a diminuir para os EUA, anunciando-se o fim do poder funcional de Portugal junto do seu principal aliado, ao mesmo tempo que as bases militares de Rota e Morón (Espanha), Sigonella (Itália), Camp Lemonier (Djibouti) e Ascención (Atlântico Sul, soberania britânica) adquirirem maior importância para Washington. Assim, deparamo-nos com a necessidade de desenvolver o planeamento de uma ação estratégica que permita valorizar a posição nacional de Portugal no campo das relações externas da componente militar da Política de Defesa Nacional, especificamente junto da OTAN, da UE, dos EUA e da África lusófona. Da conjugação dos nossos objetivos em matéria de Defesa Nacional, potencial estratégico, e dos interesses dos vários atores intervenientes, não se afigura possível compensar a perda do poder funcional junto dos EUA, nosso principal aliado que no seio da OTAN ocupa uma posição destacada. Tal deve-se ao facto de a Aliança Atlântica não dispor de uma “política africana”, suscetível de colher as oportunidades resultantes das necessidades da África Austral em matéria de segurança marítima. Adicionalmente, Portugal não tem conseguido captar os apoios que a UE faculta para o combate à pirataria e à construção da African Peace and Security Architecture da União Africana, através das mais-valias que dispõem a nível da componente militar da CPLP. Para o efeito, o desenvolvimento da vertente marítima da Comunidade teria de ser desenvolvido, permitindo então valorizar a posição política de Portugal, não no sentido de compensar a perda do poder funcional, mas sim no de reforçar as relações externas da componente militar da Política de Defesa Nacional, junto da UE e da África lusófona, com base nas oportunidades presentes no Atlântico Sul.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/14903
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