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Título: Die Intransitivität der Daseinsanalyse in «Sein und Zeit»
Autor: Fidalgo, António Carreto
Data: 1982
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: FIDALGO, António Carreto - Die Intransitivität der Daseinsanalyse in "Sein und Zeit". Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 12:1 (1982) 67-83
Resumo: Ao leitor atento de «Ser e Tempo» não passará despercebida certamente a significação «sui generis» de conceitos fundamentais da análise daquele ente cujo ser o leva a formular a pergunta do ser. Assim, significam «o estar atirado» (Geworfenheit), «o estar caído» (Verfallen), «o estar culpado» (Schuld) não o resultado de um acto anterior, mas tão só um estado (um modo de ser). O ser humano (Dasein) está atirado no — e não «ao» — mundo, sem que isso signifique que haja um atirador ou um precedente acto de atirar; o homem está caído na quotidianeidade sem que tenha havido um acto de queda e está culpado sem que haja um acto de culpa. A esta significação centrípeta chamo eu intransitividade. Não há possibilidade de, através do carácter contingente do ser humano — o estar-atirado-no-mundo —, se passar (transire) ao ser necessário, sujeito do acto de atirar.
A origem da intransitividade, que se espelha explicitamente nos conceitos referidos, situa-se na apriorística constituição ontológica do homem, no «estar-no-mundo» (In-der-Welt-sein). (A justificação de traduzir «In-der--Welt-sein» por «estar-no-mundo» e não por «ser-no-mundo» será motivo de um trabalho posterior). Sendo o ser humano, no seu ser, «estar-no-mundo», seria um contra-senso ver no seu carácter de estar-atirado-no-mundo o resultado de um acto anterior, o qual apontaria necessariamente para o sujeito desse mesmo acto.
Finalmente mostro como a constituição ontológica «estar-no-mundo» leva necessariamente a uma nova concepção de verdade. Enquanto a definição tradicional de verdade, «adaequatio rei et intellectus», exige como garante da adequação o intelecto divino, significa em Heidegger verdade, antes de mais, a abertura (Erschlossenheit) que o ser humano, graças à sua constituição ontológica, desde sempre disfruta. Verdade não é tanto a verdade do juízo, mas, antes de mais e sobretudo, o carácter apofântico de todo o ente mundano aberto ao homem.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/14880
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 1982 - Vol. 012 - Fasc. 1

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