Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/13641
Título: Em demanda da melhoria das práticas profissionais : análise reflexiva de um percurso
Autor: Ribeiro, Maria Alice de Jesus Lopes
Orientador: Ribeiro, Célia
Palavras-chave: Escola
Formação
Supervisão
Avaliação do Desempenho de Docentes
School
Instruction
Supervision
Evaluation of Teachers’ Performance
Data de Defesa: 19-Dez-2012
Resumo: O presente trabalho apresenta uma forma de organização da narrativa compatível com a construção discursiva, uma vez que consiste num recuo no tempo para evocar factos passados, em diversas etapas, e apresenta-os conjugados com informação atualizada, de modo a promover a reflexão. Destacar momentos cruciais desse percurso profissional é motivo para uma aturada e imprescindível reflexão. De entre tantas vivências torna-se difícil lembrar de todos os momentos ou situações cuja explanação poderia revestir interesse. Também não é simples isolar algumas dessas experiências, destacando-as, conferindo-lhes, pelo menos aparentemente, maior relevância. Tentámos apartar emoções para que a seleção fosse mais objetiva e permitisse a reflexão e uma fundamentação teórica mais profícuas. Como princípio organizador resolvemos apresentar as fases do nosso percurso profissional numa perspetiva cronológica, destacando o desempenho de alguns cargos, de algumas funções, conquistas e/ou dificuldades. Ainda assim, de entre tudo aquilo que podíamos abordar, isolámos as temáticas que, a nosso ver, apresentam correlações e primam pela sua atualidade, e colocámo-las como cerne da nossa exposição e reflexão. Falar de formação contínua, de avaliação de docentes, de coordenação de departamento ou de supervisão, não pode ser feito de forma estanque, pois são conceitos que estão interligados e nem a adoção de uma perspetiva cronológica anula essa interdependência. Começamos com uma alusão relativa aos conceitos de escola e de ser professor, explanando alguns dos aspetos que se nos afiguraram relevantes. Relativamente ao conceito de escola enquanto instituição, ocupámo-nos com a constatação da sua evolução ao longo das últimas décadas, sobretudo no que concerne ao público a quem servia e nos dilemas trazidos pela incontestável alteração do mesmo. A reflexão feita a propósito do que é ser professor começa com a alusão a um assunto muito em voga e que se prende com a tentativa de determinar a identidade profissional dos professores. A resposta a esta questão reside, pelo menos em parte, na tentativa de solucionar os problemas surgidos com a generalização da escolarização. A escola direcionada para uma elite abre-se à sociedade, sem que se tenha verificado uma preparação eficaz para essa mudança. Ousámos também tentar perceber o que está subjacente à existência de tão ampla disparidade quer no modo de conceber o ensino, quer na entrega, na disponibilidade, na aceitação ou na rejeição dos modelos de avaliação e outros detalhes afins. Fazemos uma breve referência à formação inicial para salientar a sua importância. Uma vez que não constitui objeto da presente reflexão, avançamos para a descrição do estágio pedagógico, que entendemos ser uma das etapas mais determinantes na vida de um professor. Enaltecemos a postura profissional do orientador, referenciando a empatia recíproca, a validade do trabalho desenvolvido e dos seus reflexos nas nossas práticas. Mencionamos depois o processo de avaliação que vigorava, a propósito da nossa discordância face ao mesmo. Quando finalmente apareceu um modelo de avaliação de docentes, muitos foram os fatores que surgiram de modo a obstaculizar a sua implementação. Independentemente da nossa posição quanto a questões de pormenor, congratulamo-nos com o princípio que o seu aparecimento denota: a vontade de mudar. O tema da autonomia surge justamente porque nos envolvemos na efetivação das determinações exaradas no decreto-lei n.º 115-A/98, de 4 de maio. Evidencia-se a importância do Plano de Melhoria Gradual no envolvimento de todos os intervenientes no processo educativo, com vista à melhoria dos resultados. As estruturas de gestão intermédia, nomeadamente a coordenação de departamento curricular, tem vindo a assumir um crescendo de funções. Desenvolve, como ponto único, a coordenação de departamento curricular. Esta é uma função de grande importância, o coordenador é o condutor do grupo, deve apresentar características próprias para um desempenho diligente. O exercício do cargo deve assentar em premissas sérias de modo a que os colegas se permitam obter algum conforto na constatação das suas fragilidades e segurança nos momentos de partilha. Defendemos a ideia de que o professor deve estar em constante formação para estar apto a responder aos desafios da escola atual. Explicitamos a necessidade de conhecer o projeto educativo para, em função dos seus objetivos, se poderem determinar as necessidades formativas mais adequadas e prementes. No plano ideal a formação contínua deveria constituir um projeto comum aos docentes de determinada escola, podendo haver uma subdivisão por áreas de lecionação. Defende-se que as atividades formativas envolvendo e mobilizando todos os intervenientes, levam à promoção de cultura assente no trabalho colaborativo, tendo sempre em vista o aperfeiçoamento das práticas e estas conduzirão à melhoria do ensino e da aprendizagem. Referimos vagamente as mudanças introduzidas pelo novo modelo da avaliação do desempenho de docentes, salientando um dos princípios estruturantes consagrados neste paradigma que é a melhoria da qualidade do serviço educativo (quer ao nível das aprendizagens dos alunos quer ao nível do desenvolvimento profissional dos docentes). Ainda no que concerne à avaliação, verificamos que um dos domínios coloca a tónica, conferindo a maior importância, ao desenvolvimento e formação profissional ao longo da vida. Tendo em conta o caráter formativo que perpassa todo o processo de avaliação do desempenho de docentes, verificamos que a ativação de cada um dos conceitos estimula necessariamente o outro. Entre formação e avaliação parece haver uma ligação peculiar que confunde a perceção relativamente à anterioridade ou ao primado dos conceitos, ou seja, eles confundem-se quando queremos separá-los para perceber qual dos dois é a causa e qual é o efeito. A supervisão esteve, durante muito tempo, associada ao ato inspetivo, em que cada uma das partes tinha funções claras de controlo e de sujeição, respetivamente. Esta situação pode ter estado na origem da conotação negativa que a palavra assumiu, significação essa que, aliás, ainda hoje perdura. Apresentamos o conceito e fazemos a apologia da sua efetiva apropriação e implementação no quotidiano das escolas.
This paper presents a way of organizing the narrative compatible with the discursive construction, since it consists in a fallback in time to evoke past events/facts on various stages and present them conjugated with updated information, in order to promote reflection. Highlighting crucial moments of that professional path is reason for a thorough and indispensable reflection. Within so many experiences, it is difficult to remember all the moments or situations which might be interesting to explain. Nor is it easy to isolate some of those experiences, point them out and attribute, at least apparently, greater importance. We tried to distance from emotions so that the selection could be more objective and could allow reflection and a more advantageous theoretical basis. As an organizational framework we decided to present the stages of our professional path in a chronological perspective, highlighting the performance of some positions, functions, achievements and/or difficulties. Nevertheless, from everything that we could address, we isolated the topics that, in our view, present correlations and are conspicuous because of their present day relevance, and placed them as the core of our discussion and reflection. Continuous training, teachers‟ evaluation, department coordination or supervision cannot be dealt with as sealed subjects, for they are interrelated concepts and even the choice of a chronological perspective would not reverse its interdependence. First we present a brief explanation of the concepts of school and of being a teacher, explaining some of the aspects that we consider as being relevant to us. As far as the concept of school as an institution, we focused on its evolution over the past decades, especially on what refers to the public whom it served and the dilemmas brought on by the undeniable changes which it went through. The reflection on what it is to be a teacher begins with the allusion to a subject much in vogue and which relates to the attempt to determine the professional identity of teachers. The answer to this question lies, at least partially, in an attempt to solve the problems which arose from the generalization of schooling. School, which was first directed towards the privileged, opened up to society in general before an effective preparation for this change had taken place. We also dared to attempt to understand what underlies the existence of such great disparity, either in the manner of conceiving education or in the delivery, availability, acceptance or rejection of evaluation models and other related details. We made a vague reference with a brief reference to the initial instruction to emphasize its importance. Since it is not the subject of this discussion we moved on to the description of teachers‟ training, which we believe to be one of the most determinant steps in the life of a teacher. We praised the professional attitude of the supervisor, referring to mutual empathy, the importance of the work done and its reflections on our practices. We then refered to the evaluation process that existed and our disagreement over it. When a model of teacher‟s evaluation finally appeared, many were the factors that emerged in order to hinder its implementation. Regardless of our position on matters of detail, we appreciate the principle behind it: a willingness to change. The topic of autonomy arises precisely because we engaged ourselves in the realization of determinations issued by the Decree-Law No. 115-A/98 of May 4th. There is a noticeable importance of the Gradual Improvement Plan in the involvement of all who intervene in the educational process in order to improve the results. An ever growing number of functions have been attributed to the intermediate management structures, namely the coordination of the curriculum department. This function is of great importance since the coordinator is the guide of the group and must have suitable characteristics for a diligent performance. The fulfillment of this position must be based on serious assumptions, such as to allow colleagues to find some comfort when becoming aware of their weaknesses and security in times of sharing. We defend the idea that the teacher should be in constant training to be able to meet the challenges of our present day school. We have explained the need for teachers to learn about the educative project so that, depending on its goals, they can determine the most appropriate and pressing training needs. In the ideal plan, the continuous training should be a shared project for teachers of a particular school but with the possibility of a subdivision by teaching areas. It is said that the formative activities involving and mobilizing all the concerned, lead to the promotion of a culture based on collaborative work, keeping in view the improvement of practices which will lead to the improvement of teaching and learning. We vaguely referred to the changes introduced by the new model of evaluation of teachers‟ performance, pointing out one of the key principles contained in this paradigm which is to improve the quality of educational services (both in terms of students‟ learning and in terms of professional development for teachers). Still regarding the evaluation, we found that one of the areas places emphasis on the development and training throughout life, giving it greater importance. Taking into account the formative character that underlies the whole process of evaluation of teachers‟ performance, we verified that the activation of each one of the concepts necessarily stimulates the other. Between training and assessment there seems to be a peculiar connection which confuses the perception regarding the precedence or primacy of concepts, that is, they are mixed up when we want to separate them to understand which of both is the cause and which is the result. For a long time supervision has been associated to the inspection act, in which each party had clear control and submission functions, respectively. This may have been the source of the negative connotations that the word took on, a significance that, in fact, still holds today. We present the concept and defend its effective appropriation and implementation in schools‟ everyday life.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/13641
Aparece nas colecções:DEGS - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
RELAT_REFLEX_TEORIC_FUNDAMENTADO.pdf869,09 kBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.