Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/11708
Título: A inclusão de crianças com perturbações do espetro do autismo
Autor: Faria, Maria Deolinda da Silva
Orientador: Bilimória, Helena
Palavras-chave: Inclusão
Necessidades Educativas Especiais
Perturbações do Espectro do Autismo
Intervenção Precoce
Inclusion
Special Educational Needs
Autism Spectrum Disorders
Early Intervention
Data de Defesa: 11-Out-2012
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo captar a perceção de pais e professores e alunos sobre a educação inclusiva, tentar identificar dificuldades vivenciadas na inclusão dos alunos com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA), procurando contribuir para melhorar a inclusão educativa e social destas crianças e jovens. A pessoa diferente sofreu desde a mais remota antiguidade, na pele e na alma, o estigma da diferença que as várias sociedades lhe foram infligindo ao longo dos tempos. Foi vítima de exclusão, atirada aos rios, perseguida, julgada, executada, separada da família, internada em orfanatos, hospícios e prisões, discriminada, segregada. A Inclusão é, nos nossos dias, o processo de mudança social que visa a criação de sociedades mais justas, solidárias e tolerantes e que tem os seus fundamentos na dignidade e igualdade entre todos os homens. É uma mudança que implica aspirações comuns e continuidade no tempo. Veicula um ideal de vida em sociedade que poderá ser entendido como civilização, contraposto ao tratamento dado pelas sociedades que nos precederam. A escola, com o seu papel na transmissão dos valores e na formação da personalidade humana, tem uma grande responsabilidade em todo este processo, mas também as comunidades locais e o Estado. A educação inclusiva ensina os valores, compreensão, conhecimento e competências, que tornarão possível a participação de todos na escola, na comunidade e na sociedade em geral. A inclusão envolve um combate ativo à exclusão através da educação, na medida em que tem implícita a presença, a participação e a realização de todos os alunos na escola e na sociedade. As dificuldades que desafiam a inclusão não estão nas crianças, refere a UNESCO (2005), mas nas atitudes dos adultos. Para ser agente da mudança, a escola deve refletir sobre as suas crenças e valores, mudar a cultura da escola tradicional e adotar princípios e valores inclusivos que servirão de orientação às políticas e às práticas da educação inclusiva: uma educação de qualidade para todos os alunos na escola regular, que dá a cada um segundo as suas necessidades, que valoriza todos os alunos e toda a comunidade educativa. Este trabalho debruçar-se-á mais especificamente sobre a inclusão dos alunos com Perturbações do Espectro do Autismo. Os alunos com autismo apresentam uma tríade de dificuldades muito específicas ao nível da comunicação social, da interação social, do brincar imaginativo e interesses restritos e repetitivos (Wing & Gould, 1979, cit. por Hewitt, 2006). Estas perturbações implicam um défice na flexibilidade de pensamento e uma especificidade no modo de aprender que comprometem o contacto e a comunicação do indivíduo com o meio (Geschwind, 2009; Jordan, 2000; Siegel, 2008). O intuito é responder ao problema científico: De que modo são implementadas práticas, políticas e cultura de inclusão junto de alunos com perturbações do espetro do autismo numa escola do concelho de Barcelos, com os seguintes objetivos: (i) Conhecer a formação e experiência dos docentes envolvidos; (ii) Conhecer os apoios de que dispõem; (iii) Investigar as práticas pedagógicas; (iv) Conhecer a perceção dos alunos, docentes e pais. A metodologia, assume um cariz misto (quantitativo e qualitativo), envolvendo a recolha de dados de opinião através do inquérito por questionário “Index para a Inclusão” de Booth e Ainscow (2002), observações naturalistas e análise documental.
This work aims to capture the perception of parents and teachers and students about inclusive education, try to identify difficulties experienced in the inclusion of students with Autism Spectrum Disorders (ASD), looking for help to improve the educational and social inclusion of these children and young people The person with disabilities has suffered skin and soul from the most remote antiquity the stigma of difference inflicted by the various societies over time. He was the victim of exclusion, thrown into rivers, pursued, tried, executed, separated from the family, admitted to orphanages, hospices and prisons, discriminated and segregated. Nowadays, Inclusion is a process of social change that is aimed at creating more just, supportive and tolerant societies, that has its foundation in the dignity and equality of all men. This social change implies common aspirations and continuity over time. It conveys an ideal of life in society which may be understood as civilization, as opposed to the treatment given by the societies that preceded us. The school, with its role in the transmission of values and the formation of human personality, has a great responsibility in this whole process, but also local communities and the state. Inclusive education teaches values, understanding, knowledge and skills that will make possible the participation of everyone in the school, community and society in general. Inclusion involves an active combat to exclusion through education, since it has implied the presence, participation and achievement of all students in school and society. The difficulties that challenge the inclusion are not children, says UNESCO (2005), but in the attitudes of adults. To be the agent of this change, the school must question their beliefs and values, change the school culture and traditional principles and adopt inclusive values that will guide the policies and practices of inclusive education: a quality education for all students in regular school, giving to each one according to their needs, and valuing all students and the entire school community. This work will address more specifically about the inclusion of students with Autism Spectrum Disorders (ASD). Students with autism exhibit a “triad” of impairments involving a specific commitment at the level of social communication, social interaction and imaginative play and restricted interests and repetitive (Wing & Gould, 1979, cit. Hewitt, 2006). These disorders imply a deficit in the thought flexibility and a specificity in learning that compromise particularly the individual’s contact and communication with the environment (Geschwind, 2009, Jordan, 2000; Siegel, 2008). We intend to conduct a study in order to answer the scientific problem: How are implemented practices, policies and culture of inclusion among pupils with autism spectrum disorders in a school located in Barcelos. The objectives of the study are: (i) Meet the training and experience of the teachers involved, (ii) Know the support available to them, (iii) investigate pedagogical practices, (iv) To know the perception of students, teachers and parents. The methodology assumes a mixed nature (quantitative and qualitative), involving the collection of opinion data through the questionnaire survey "Index for Inclusion" Booth and Ainscow (2002), naturalistic observations and document analysis.
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/11708
Aparece nas colecções:R - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations
FCS - Dissertações de Mestrado / Master Dissertations

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