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Título: Mito do eterno retorno ou eterno retorno do mito?
Autor: Vaz, Armindo dos Santos
Palavras-chave: mito
criação
contemplação
sentido último
transcendência
myth
creation
contemplation
ultimate sense
transcendence
Data: 2012
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: VAZ, Armindo dos Santos - Mito do eterno retorno ou eterno retorno do mito? Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 42:1 (2012) 13-25
Resumo: Uma dificuldade para descobrir nas narrativas bíblicas de Gn 1-11 a presença de mitos de origem e a sua elevada espiritualidade poderia ligar-se à dúvida de que então essas narrações não seriam senão uma história imaginada. Na realidade, o mito, não sendo história acontecida, tem toda a grandeza de uma história verdadeira, porque o seu mundo é o mundo verdadeiro do sentido último das realidades da vida. Fazendo-as remontar à acção criadora divina e ao Ser absoluto, outorga-lhes significado transcendente, tornando-as mais reais. O ‘tempo’ primordial, absoluto e sagrado, do “princípio” vem renovar o tempo histórico e dar força aos seus actos. Por isso, a nossa cultura recorre constantemente e de forma salutar ao mito, como “reservatório simbólico”, para caldear a explicação conceptual das coisas com a compreensão profunda do seu sentido superior.
One of the difficulties in discovering the presence of origin myths and their spirituality in the Biblical narratives of Gn 1-11 may be connected with the question as to whether these narratives might be nothing but an imagined story. In reality, the myth, while not a story that actually happened, has all the grandeur of a true story, because its world is the true world of the ultimate sense of the realities of life. Making them go back to the act of divine creation and to the absolute Being, bestows transcendent meaning upon them, making them more real. The primordial ‘time’, absolute and sacred, of the ‘beginning’ comes to renew historical time and to give strength to its acts. Hence, our culture has constant, salutary recourse to the myth, as a ‘symbolic reservoir’, to fuse the conceptual explanation of things with the profound comprehension of its higher sense.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/10230
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2012 - Vol. 042 - Fasc. 1

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