Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.14/10184
Título: May they all be one: a vision of christian unity for the next generation
Autor: Kasper, Walter
Data: 2011
Editora: Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa
Citação: KASPER, Walter - May they all be one: a vision of christian unity for the next generation. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 41:2 (2011) 13-28
Resumo: O presente texto – uma conferência pronunciada na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa – lembra, antes de mais, que o ecumenismo não é uma invenção humana nem uma questão política, mas assenta na oração do Senhor, faz parte do seu testamento, pelo que não está dependente nem de um sucesso rápido nem de fracassos temporários. Não pode, por isso mesmo e apesar de todos os obstáculos, duvidar-se da sua importância e da sua obrigatoriedade: é um processo irreversível de fidelidade a Cristo, confirmada pelo Concílio e pelos papas pós-conciliares. O que já se conseguiu no diálogo ecuménico das últimas décadas, tanto em termos de diálogo teológico como de aproximação no relacionamento mútuo, é extremamente significativo. Mas há a consciência de que se entrou numa nova fase do ecumenismo, marcada por muita desilusão, expectativas não cumpridas, novas questões que surgem, tensões internas que emergem dentro das próprias Igrejas. Nesta situação importa evitar tanto o risco de o ecumenismo se tornar uma mera questão académica, como o perigo de se cair num activismo ecuménico, não “recebido” pelas comunidades cristãs. É fundamental, sobretudo, ter presente que o Espírito Santo é o verdadeiro impulsionador do movimento ecuménico. Torna-se indispensável, por isso, aprofundar e viver o ecumenismo espiritual como renovação interior, conversão de mentalidades, purificação de memórias, capacidade de perdão. Nesse sentido urge desenvolver uma espiritualidade ecuménica, dando novo vigor ao que já vai acontecendo em pequenos grupos e a vários níveis: neste aspecto, decisivo para o futuro, é possível ir muito mais longe do que até aqui, sem ferir as leis canónicas a este respeito. Mas a prioridade que se reconhece ao ecumenismo espiritual não diminui a importância do diálogo teológico, antes dá-lhe um suporte existencial mais amplo, mais rico e mais eficaz.
The present text – a talk given at the Faculty of Theology at the Universidade Católica Portuguesa in Lisbon – serves as a reminder that, before all else, ecumenism is not a human invention nor a political question, but is founded on the Lord’s prayer and forms part of his testament, and hence is not dependent either on sudden success or temporary failures. For this very reason and despite all obstacles, we should have no doubt as to its importance or its obligatory nature: it is an irreversible process of fidelity to Christ, confirmed by the Council and by the post-Conciliar popes. What has already been achieved in the ecumenical dialogue of the last few decades, both in terms of theological dialogue and a drawing closer in a mutual relationship, is extremely significant. But there is an awareness that we have entered a new phase in ecumenism, marked by considerable disillusion, unfulfilled expectations, new questions that have arisen, internal tensions that have emerged within the Churches themselves. In this situation it is important to avoid both the risk of ecumenism becoming a mere academic question, and the danger of falling into an ecumenical activism, not ‘received’ by the Christian communities. It is essential particularly to remember that it is the Holy Spirit that is the true driving force of the ecumenical movement. For this reason, it is crucial for us to deepen and to live spiritual ecumenism as an interior renovation, a conversion of mentalities, a purification of memories, a capacity to pardon. In this sense we need to develop an ecumenical spirituality, giving new vigour to what is already happening in small groups at various levels: in this respect, decisively for the future, it is possible to go much further than hitherto, without harming the canonical laws in this respect. But the priority that is granted to spiritual ecumenism does not diminish the importance of theological dialogue, but rather provides it with an existential support that is broader, richer and more effective.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.14/10184
ISSN: 0253-1674
Aparece nas colecções:RD - 2011 - Vol. 041 - Fasc. 2

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